13 de setembro de 2013

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Alguém de longe, que veio do nada, alguém que sabe lá no fundo que a dor se perde, vai se esvaindo, vai dizendo adeus com o passar dos minutos, vai indo embora. Alguém que ainda assim deixa o amor ir...
Ei alguém, fica. Antes que a dor se vá e leve com ela o meu amor. Não é um aviso.
Ou talvez seja.
As vezes eu queria que esse alguém ficasse, mas que nunca tivesse me dito seu nome. Era melhor que eu não soubesse.
Porque se um dia tu quisesse me deixar, ao menos não iria lhe procurar já que não saberia de onde vinha nem que nome tinha. 
Mas a dor, alguém, essa dor ela passa. Se intensifica no primeiro adeus e se vai. Se eu ficar simplesmente parada e não ir atrás de você a dor se inquieta e me faz mover os pés automaticamente, e sem pensar estou correndo de novo em tua direção, tentando futilmente aquietar o que dói no peito, mas acabo fazendo doer mais. É que tu ao invés de olhar para mim quando choro, resolve olhar pro teu ego. E assim, teu orgulho fecha mais uma porta no meu coração.
Até que um dia tu me fizeste em sã consciência enxergar que correr atrás do pior só tende a piorar mais o que já não estava bom. Aí, alguém, eu resolvi também não chorar, não buscar, não correr e apenas ficar.
Essa dor passa e quando me dou conta que ela se foi fico feliz, mas não porque estamos bem, e sim, porque eu não precisei derramar minhas fraquezas diante de você nem te abrir as portas para a minha fragilidade. 
E eu aprendi que chorar não é pros fortes, ser forte é se fechar pros fracos, esses sim choram.

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