25 de setembro de 2013

Undertown



your brown eyes are my blue skies.
they light up the river that the birds fly over


Nobody ever has to find out what's in my mind tonight.

17 de setembro de 2013

One last time...



Me perco agora. Está tudo bagunçado, meu amor. Eu tenho medo de te ver ao meu lado um dia, apesar de na minha cabeça eu ainda te imaginar segurando minhas mãos e caminhando firme, pés no chão, em uma única direção: nos encontrar.
Talvez o fato de meu coração querer dizer tanto ao te olhar nos olhos e sentir tua boca na minha, faz com que eu não queira nunca deixá-lo ir. E o que fazer com o fato de que eu preciso ir por um tempo?
Naquela noite no carro eu quis te dizer tantas coisas, as lágrimas vinham salgadas e manchadas de preto ao redor, até aquele abraço quando eu senti que não importa os anos, toda vez que houvesse aquele abraço, aquele teu cheiro envolvendo cada parte de mim e aquela calmaria em meio à tempestade, tudo voltaria ao que éramos antes.
Confia em mim? Bem, eu não estou pedindo um fim, meu coração parou ali, naquele dia, no início, apenas três meses quando ainda ouvíamos Follow Rivers e comíamos sushi quase todos os dias, é alí que meu coração se encontra, é ali amor. É onde eu quero estar. Eu queria apagar daqui todo esse passado recente e inacabado que vivemos depois desses três lindos meses.
Sabe aquele dia do "me namora"? É pra ele que quero voltar.
Não dei nosso caso como perdido, eu te amo demais pra te ver sofrer mais uma vez. A gente precisa amar as vezes, porque o coração se recusa a deixar ir embora o amor de nossas vidas, mas as vezes amar em silêncio e um pouco distante é melhor. Aqui não cabe deixar-te ir. Aqui não cabe buscar outro amor. Aqui cabe apenas um milhão de sentimentos bagunçados tentando voltar pro início de uma história linda de amor. 

Não quero um novo alguém, quero resgatar um antigo alguém que me olhava nos olhos e sorria por ter encontrado o amor, a paz e a felicidade de todos os dias. 

Lembra daquela praia, nossos cabelos ao vento num fim de tarde frio onde as ondas molhavam nossos pés e caminhávamos em meio ao nada deixando apenas o amor nos levar, e aquela necessidade de estar mais perto, de se sentir mais viva, de ouvir Tiago Iorc e sorrir pro amor que nos abraçava? 
Me encontre ali amor, eu vou estar te esperando. 


13 de setembro de 2013

13



Alguém de longe, que veio do nada, alguém que sabe lá no fundo que a dor se perde, vai se esvaindo, vai dizendo adeus com o passar dos minutos, vai indo embora. Alguém que ainda assim deixa o amor ir...
Ei alguém, fica. Antes que a dor se vá e leve com ela o meu amor. Não é um aviso.
Ou talvez seja.
As vezes eu queria que esse alguém ficasse, mas que nunca tivesse me dito seu nome. Era melhor que eu não soubesse.
Porque se um dia tu quisesse me deixar, ao menos não iria lhe procurar já que não saberia de onde vinha nem que nome tinha. 
Mas a dor, alguém, essa dor ela passa. Se intensifica no primeiro adeus e se vai. Se eu ficar simplesmente parada e não ir atrás de você a dor se inquieta e me faz mover os pés automaticamente, e sem pensar estou correndo de novo em tua direção, tentando futilmente aquietar o que dói no peito, mas acabo fazendo doer mais. É que tu ao invés de olhar para mim quando choro, resolve olhar pro teu ego. E assim, teu orgulho fecha mais uma porta no meu coração.
Até que um dia tu me fizeste em sã consciência enxergar que correr atrás do pior só tende a piorar mais o que já não estava bom. Aí, alguém, eu resolvi também não chorar, não buscar, não correr e apenas ficar.
Essa dor passa e quando me dou conta que ela se foi fico feliz, mas não porque estamos bem, e sim, porque eu não precisei derramar minhas fraquezas diante de você nem te abrir as portas para a minha fragilidade. 
E eu aprendi que chorar não é pros fortes, ser forte é se fechar pros fracos, esses sim choram.