16 de dezembro de 2012

Um pouco de paz

Estranho pra mim foi acordar hoje às 5, e ter sonhado com o seu abraço infinito onde só existia você e eu. Mas foi tudo um sonho. Eu não te reconheço mais, amor. E me dói sim, e cada parte disso é uma tortura. Eu não consigo colocar os pés no chão e simplesmente não ver, passar direto, atravessar a ponte e pegar o barco. Afundo em lágrimas e me apego ao travesseiro, estamos em fase terminal. Nós dois. E me faltam palavras, gestos e sorrisos.
Se você for, meu amor, eu irei junto. Em alma e coração. Meu corpo ficará aqui nesta terra, vazio, inóspito e sem saída. Mas eu vou com você, meu amor vai com você e não te deixará, em momento algum.
Eu quero estar contigo, só isso. Não importa se foi passado, não importa se já não existe sentimentos tão fortes quanto antes, eu só quero estar. Sem você eu simplesmente não estou, nem sou. Apenas fico só. E solidão é a pior das dores. Eu posso cuidar de você, estou distante, mas meus pensamentos estão sempre  por perto, e não há como mudar isso. 
Meu coração bate de um jeito diferente hoje, a noite está mais silenciosa que ontem e eu estou quase me deixando levar pela dor, mas eu ainda espero tão somente por essa cura. Esse Deus que virá à Terra para um dia provar que cumpre suas promessas é o mesmo que nos provará que pode mudar nossa história. E eu ainda espero, como nas minhas orações, que você continue respirando, devagar. Peço a Ele conforto e um pouco de paz. Pra que o ano que vem vindo seja diferente desse que já se foi, paz para saber aceitar o que eu não posso mudar. Paz para ser e continuar sendo essa tua única, e de mais ninguém.

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