5 de dezembro de 2012

Keep my records with you

"Quero minha casa, você, uma cama enorme
e 1 mês longe de tudo isso, só nós dois."
"Só 1 mês?"
"Um ano inteiro, dois ou três, quer saber? 
Quero minha vida toda ao seu lado,
 e nunca estive tão certo disso."
"Então, volta pra casa..."
"Um dia, amor, um dia. 
Quando Deus permitir."

Eu quis então te abraçar, antes mesmo de desligar. O amor que guardas por mim é maior do que eu poderia imaginar, esperar e lutar. É maior do que a incerteza de sua volta, penso eu. Acho que é por isso que nos amamos tanto assim, por que vivemos de incertezas. Elas nos motivam a buscar a verdade, nos tiram da cama. Me faz por os joelhos no chão e orar, te faz fechar os olhos e acreditar.
Acredite amor, a cura vem. Acredite amor, eu também sei onde está guardado o nosso último beijo, sei onde se escondem todos os nossos abraços não dados e todos os sorrisos despedaçados. Um dia irei levar todos para você, te encher de risadas e covinhas no canto da boca. Chega de tantas pertubações, por hoje uma morfina fará sua cabeça melhor do que outro analgésico qualquer. Vamos pular essa parte, então.
Te encontro perto do mar, sentado naquele banquinho no meio do nada onde tirastes uma foto que até hoje é a mais linda para mim. Me olhe com cara de encrenca, de desejo mesmo. De quem não vai me deixar ir embora, e faça juras eternas de amor, como antes. 
Eu avisei um dia para você não se apaixonar por mim, na verdade eu não queria te poupar, eu já estava apaixonada... Então você continuou. Por que eu desistiria agora?

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