1 de junho de 2012



Você não serve pra mim. E eu sempre me apaixono pelas pessoas erradas.
Estávamos a um passo do melhor da noite e então te olhei nos olhos e disse que você não era bom pra mim e você apenas sorriu e balbuciou um ‘tarde demais’ no meu ouvido e nos beijamos outra vez.
Suas mãos nas minhas coxas e meus cabelos emaranhados, espalhados pelo seu cobertor. Sorrisos e desejos, almas e corpos, perdidos.
Estamos no fim da rua e seu carro acelera mais e mais, te excita me ver assim? Eu estou feliz baby, e quero você. Mas você realmente não é bom pra mim.
E então você aparece na minha porta às 3 da manhã, dois fugitivos perdidos na madrugada e poucas horas nos restam e é um quase fim que começa.
E pra onde iremos? Céu ou inferno? Isso não importa, às vezes somos santos e noutras pecadores, qualquer lugar é perfeito. Então vamos fugir, ainda é cedo pra se entregar ao cansaço, somos tão jovens... 
E eu ainda lembro, era dezembro e eu usava aqueles óculos escuros que te lembravam Marilyn Monroe e você queria arrancar meu jeans azul porque estava calor e nós estávamos de ressaca.
Eu sinto saudade daquele dezembro ainda tão nítido na minha pele, até o gosto do teu beijo e a aquela velha vontade de ficar a vida inteira debaixo do teu corpo e poder encarar teus olhos escuros e o sussurro dos teus lábios a dizer que é tarde demais e que eu estou amando você.



Um comentário:

  1. Uau. Deu pra sentir quase tudo daqui. Intensa, a palavra é essa. Tua escrita é intensa e cativante. Adorei!
    Abraços, e até breve (:

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