3 de maio de 2012

O que não existe em nós

São dolorosas as lembranças do que foi.
Do que deixo aqui.
Hoje eu deixo sorrisos e volúpias,
que antes foram centro de tudo.
Talvez não deixaram de ser.
Não estou abandonando sentimentos,
um dia eles fizeram parte da nossa história.
Só estou amenizando um pouco essa dor
que cresce desproporcionalmente aqui dentro.
É um coração apertado demais pra um lugar tão grande
que abriga lembranças tão infindáveis.

Eu não tenho tempo pra tanta melancolia.
Não me deixe chorar. Só por hoje.
Afague esse pequeno coração, me diga uma coisa bonita.
Algo como "as coisas vão mudar, acredite"
e me faça acreditar, mesmo que por poucos instantes
e na última instância eu desisto de nós.

Não que eu queira, mas não há desvios
não há reticências, mal há um nós.

8 comentários:

  1. Olá, que linda a sua poesia Srta, vivenciei na pele muitos desses sentimentos! abraços

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  2. Boa poesia, mas triste... eu queria que houvesse um nós inteiro entre eu e ele...
    http://denovomaisumavez.blogspot.com/

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  3. Ah, que linda poesia.
    Adorei!
    Beijos.

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  4. Bela poesia guria, intensa,cheia de sentimentos.

    Beijos

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  5. Que linda poesia.

    As vezes a gente só quer ter a mínima esperança, e conseguir acreditar que as coisas vão dá certo né?
    Quem sabe nessa mínima esperança a gente não arruma forças para seguir.

    Adoreiii mesmooo.

    Beijo.
    Além das Palavras - umpoucodemimsm.blogspot.com

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  6. Sua poesia me transpareceu uma melodia e nela um nós incompleto. Sabe, mesmo que eu acredite que entre eu e ele sempre existiu um nós, entre eu e ele existiu um 'mas...'.
    http://eppifania.blogspot.com.br/

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  7. Que linda poesia! *_* Gostei de conhecer esse seu "outro" lado tão intenso e precioso <3 Parabéns flor, eu amei!
    Estive afastada, mas estou de volta, cheia de histórias e novas hahaha
    Grandes beijos e volte sempre!

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