23 de setembro de 2011



Não sei calar quando dói. Sei que não deveria escrever sobre isso, mas é mais forte que eu. Não se pode segurar uma dor. Não se pode apagar ou fingir que não dói. Eu não sei fechar os olhos e apenas respirar. Minha vontade é gritar pra que todos possam ouvir o quanto o meu desejo de fugir e esquecer é grande. Mas não consigo gritar. Eu poderia escancarar essa raiva, como quando se corta os pulsos, e deixar fluir todo o sangue até não sobrar uma gota. Queria abrir essa ferida e como já dizia Leoni: "manter cada corte em carne viva, a minha dor em eterna exposição e sair nos jornais e na televisão só pra te enlouquecer, até você pedir perdão", mas eu não sou capaz. Eu me calo, eu finjo, eu me escondo e mantenho a frieza, pulso firme, até chegar no limite, então escrevo. E as palavras vem bagunçadas, os pensamentos em contradição, eu não sei o que fazer. O bom é que passa, cedo ou um pouco tarde, mas passa.
Eu não tenho muito a falar sobre nós, sentir raiva de tudo me consome quase o tempo todo. E não fazer nada é sempre a única escolha que me convém. Eu não faço absolutamente nada e isso me torna tão obsoleta. Eu queria lutar com todas as minhas forças, não por amor, e sim por ego. Sim, apenas pelo meu egoísmo de querer você só pra mim. Eu esperei tanto pra desistir de tudo no último momento, porque sou precipitada e insegura, eu sei. Mas é difícil acreditar. Eu aprendi com todos os meus relacionamentos, bons ou ruins que acreditar é abrir uma porta pro fim. Por que você sempre se decepciona por ter acreditado demais. Por isso eu não acredito em você e me decepciono do mesmo jeito. 
De qualquer maneira vou continuar em silêncio até que tudo enfim acabe, de alguma maneira esse martírio um dia terá um fim. Não vou te amar pra sempre e disso eu tenho certeza. De tantas coisas, poucas restaram, a maioria delas são ruins e machucam muito. Não há muito o que fazer agora e não estou mais tão desesperada como das outras vezes, mas dói.  E me conformo. Nenhuma dor é pra sempre, e isso é bem clichê, mas preciso ficar repetindo o tempo todo pra mim mesma pra não acabar esquecendo outra vez.

7 comentários:

  1. Faz como eu Carol,
    Coloca na frente do espelho: "É essa pessoa que refleti todos os dias aqui que eu devo amar!" E pronto, quando você menos esperar essa dor vai adormecer, te prometo.
    Beijos,
    Força, porque a gente ainda tem que aguentar muita coisa nessa vida.

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  2. Não se pode fingir, dor é dor.
    Sigo Carol (:

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  3. Sou bem assim tbm... Muito minha cara esse texto. ;*

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  4. Tuas palavras sempre encaixam-se em mim, por isso adoro tanto este seu cantinho.

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  5. Dor não se cala mesmo, não se dissimula, ela não se deixa ignorar.

    =*

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  6. Nossas dores de amor sempre são as piores e mais difíceis de superar, mas com tanta determinação, duvido que não passe. ;)Texto super bem escrito. .)
    beijos, Ana.

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  7. É um cliclê bem verdadeiro, nenhuma dor é pra sempre por mais que a gente ache que seja.
    Ocupe seu tempo, seus pensamentos com coisas que tu goste de fazer, procure ficar mais tempo com os amigos isso vai te ajudar.

    Beijos

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