3 de maio de 2011



Os dias se vão. E mais uma vez um fim de tarde frio, daqueles chuvosos me levam a pensar. Em tudo. E desta vez, um turbilhão de sentimentos amontoados, acumulados na minha cabeça. E eu paro pra sentar e tomar uma cerveja. Olhar a chuva. Olhar o vento que leva as folhas de um lado a outro, dançando lentamente, sutilmente. Eu já não sei o que pensar em relação a  tudo. Sinto que estou confusa, confusa demais pra tomar uma decisão. E por mais que eu queira que as coisas mudem, ao mesmo tempo me falta algo, sinto que jamais estaria completa. Algo sempre haverá de me faltar, mesmo que eu tenha tudo. Inclusive você. E sinto que vou ficar bêbada de novo. Mas tudo bem. E então eu sento aqui e espero que as palavras venham e que de alguma forma eu consiga expressar o que tou sentindo agora. Mas eu não sei. Sempre fui tão boa com palavras, mas hoje definitivamente não sei como me descrever. Talvez duas palavras me bastariam: um caos. E olhe que eu nunca gostei de bagunça. Mas hoje eu não quero reorganizar meus pensamentos, nem colocar todas as coisas no lugar. Porque eu não sei como entrei nisso, e consequentemente não sei como irei sair. Nunca fui de certezas, e assim fui levando a minha vida, e através das minhas dúvidas fui construindo meu castelo. Sempre hesitante, sempre com medo de titubear e cair. Mas cresci. Com minhas incertezas, medos e afins. E não estou disposta a criar certezas e expectativas vãs. Que no fim, acabarão por me deixar frustrada. Não irei fantasiar, nem relembrar certas coisas que não passam de meros passados, que um dia já fizeram parte de mim. Mas isso é passado também. Já basta eu ter me tornado um exemplo perfeito de confusão, ainda ter que sonhar, é cansativo demais levar uma vida assim. E não falo aqui de desilusão, caro leitor. Por que não sou a iludida, e em momento algum me iludi. Falo aqui de esperenças que nunca tive, por não mais acreditar nesse conto de fadas predestinado a ter sempre um 'final feliz' que não existe na vida real. E não irei mais assistir a minha dor sem fazer absolutamente nada, não irei ficar assistindo de camarote enquanto qualquer mal entendido fira meu ego e já não importa o quão egoísta isso possa parecer, porque no meio de toda essa confusão, ainda há algo que eu quero salvar e guardar de tudo isso até que essa tempestade definitivamente passe: o meu coração.

2 comentários:

  1. Por mais que as coisas estejam ruins, nosso coração precisa estar preservado, para qualquer coisa boa que possa acontecer depois. A maré boa ainda virá, pode ter certeza.

    Um beijo.

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  2. cuidar do nosso coração, para que ele sempre esteja forte. é isso mesmo (:

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