18 de maio de 2011


O mundo é mesmo pequeno, e o abismo que construímos entre nós está cada vez maior.
E como já dizia Camelo "e se já não sinto os teus sinais pode ser da vida acostumar?"
Sim, pode. O tempo passa e a gente se acostuma com a ausência desmedida.
Não há nada que o tempo não resolva, não há ferida que não cicatrize, não há dor que não acabe, não há amor que não é esquecido, não há solidão que não é preenchida.
Não há nada que não possa ser devidamente colocado em seu lugar.
E eu vou me convencendo pouco a pouco.
Um dia hei de sorrir e ver que tudo está bem, um dia hei de dizer que está tudo como deveria estar e que felicidade melhor não há.
Porque eu acredito na minha fé, eu acredito que o melhor me espera, mesmo que eu já não espere o melhor de mais ninguém. E depois hei de falar abertamente sobre tudo isso e rir.
É só uma fase. E esse desamparo há de se tornar sorriso. E esse sorriso há de ser sincero, de coração.


2 comentários:

  1. Belíssimo texto, querida!
    Agradeço pela visita ao meu cantinho. Sinta-se sempre bem vinda! (:

    Um grande beijo.

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  2. É verdade, essa distância é triste. E triste somente. No começo é uma derrota, depois uma saudade, e então morre. Fica ali, uma cruzinha, apenas, marcado o lugar de velório., lembrando que lá longe ficou alguma coisa. E a gente se acostuma, certo? Fica com a alma cheia de cruzes, e o coração feito cemitério; mas fica aliviado Arruma um sorriso no rosto, e, então, rumamos pra outra.

    Senti igual?

    Ps: Você ainda é das minhas ídolos como escritora.
    Abraço, moça.

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