31 de maio de 2011



Hoje já não me falta a vaga clareza dos dias passados e também já não me falta o leve sorriso dos dias tranquilos. Hoje já não falta-me nada que eu não possa repor. Hoje, se tenho esse sorriso calmo é porque já chorei demais, e vi que pra sorrir é preciso conhecer a dor e fazer valer a pena um sorriso sincero, puro, de quem sabe o real valor das coisas boas, dos sentimentos bons que vem de dentro, lá do fundo da alma, onde a pureza ainda não cedeu o lugar para as coisas tolas do dia a dia.
Hoje tenho aquela velha sensação de paz e a certeza de que um dia, desses de outono, as verdades que há tempos estavam escondidas hão de florescer, hei de ver declarações que surgem do coração e saem de dentro pra fora, as mais belas palavras que não podem ser ditas com o olhar apenas. É preciso serem descritas, desvendadas e sentidas.
Hoje sou apenas maré calma, brisa leve, fim de tarde ao som das ondas, sou tempo perdido, encontrado e revivido. Sou tudo e nada, porque vivo de intensidades inesperadas e calmarias arrastadas. Sou isso agora e com toda vontade de ser, vou indo, vivendo, sonhando e aprendendo.


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