26 de abril de 2011


Chegastes ao bar, era quase de manhã e já não havia mais ninguém. Tomou cafeína e um drink, depois fumou alguns cigarros. Esperou alguém que certamente não veria. Mas que no fundo ainda vagava por aquele bar, revivendo certas lembranças. Mas ela não apareceu. Não naquela noite. Pagou o garçom. Atravessou a avenida, e as lembranças voltaram.
Aquela rua. Aquele bar. Aquela vodka. Parou, encostou-se em um poste antigo. O cigarro já quase no fim. E como uma sombra, sem vida, sem coração, sem palavras, lembrastes então daquela garota. Aquela do sorriso mais lindo que já viu. De olhar sincero e de muitos, muitos defeitos. Mas era isso que você curtia nela. Lembrou do bar. Da conversa fiada. Do momento perdido. Do tempo perdido que foi o melhor tempo perdido que você já teve. Que não será mais reaproveitado. E lembrou do adeus. Era o que você queria, não era?
E como sombra, esperastes por mais lembranças. E elas vieram como um livro, cada página uma pequena lágrima. Porque você amou aquela garota. Mas nem você mesmo sabia disso. E hoje, percebes a diferença entre ter e não dar valor, e depois perder de vez. E quando se perde, boy, as coisas que se vão se tornam importantes. Mais do que deveriam.
E como dói. Assisto sua dor. Sua irrefutável indecisão. E paulatinamente venho encontrando uma maneira de te tirar daí. Mas como sombra, você jamais poderá sair do escuro. Fará apenas parte do passado. De um passado que já ficara perdido em algum lugar na memória daquela garota. Você ficará preso nas lembranças e isso, boy, é o preço que você teve que pagar. Talvez você disse adeus na hora errada. Ou quem sabe nao esteve preparado para fazê-la feliz. E talvez você a fez sofrer.
E agora com o coração fadado, o cigarro entre os lábios, a solidão em seu rosto e seu ego ferido, terás de ir para casa. Porque alguém lhe espera. Uma mulher que conchecestes num desses bares qualquer. E talvez ela o ame. Mas e você, boy?
Quando percebeu que havia perdido a única que lhe roubara o coração, já estavas com outra que mal conhecia. Só pra não ter que ficar só. Mas você continou só. E isso não vai parar. Essa solidão boy, é a falta dela. Que corta lentamente, pouco a pouco seu coração.
Mas vá para casa, beba sua vodka pra amenizar a perda. Sorria para a tal e finja que está feliz. Ou sinta-se feliz, mesmo que seja só por alguns instantes.
Você teve sua chance boy, mas a deixou escorrer por suas mãos, como areia que o vento leva. Pra longe. Agora é tarde. Muito tarde.

Ao som de Heartless - The Fray

6 comentários:

  1. e fica calmo, se for um dia para ter uma segunda chance vcê terá, mas nao é agora né :( e flor, que bom que voce gosta de lá, fico feliz. eu amo seu blog amor, tudo tão bonito e tão cheio de sentimento, isso me encanta :]

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  2. adoro essa musica, apesar de triste ela tem uma batida maravilhosa...adoro escutá0la em noites frias, parece ideal para o tempo sabe?
    e que texto hein, acalme-se, a vida precisa de paciencia, tente tirar o lado bom das coisas ruins.

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  3. chegada do bar sempre é a hora da devoção
    ao que sobrou

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  4. Essa frase: muito tarde... nunca me soou bem. O que seria da vida sem o rcomeçar?

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  5. Primeira vez aqui e adorei como voce toca fundo ... Passa lá?

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  6. esse é o problema. Depois de ver que perdeu quem amava, fica com quem não quer, e de resto, um buraco no coração.

    Adoooro essa música do The Fray. Mas tenho evitado ouvir músicas melancolicas nos ultimos dias.

    sabe como é ne?
    kkkk

    beijos

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