28 de abril de 2011



Foi em uma dessas noites frias, que o inverno ousa sussurrar suas melodias em meu ouvido. Foi em uma dessas noites vazias que a gente acorda um pouco mais cansado, um pouco mais arrependido, um tanto ferido e fora de si. Em umas dessas noites, a madrugada soara forte da minha janela, tomei um café e esperei que a minha solidão me fizesse companhia. E tive uma certeza. Ando só. Me desfiz de laços, de sorrisos, de felicidades repentinas, de dias coloridos, de tardes com cervejas e de alguém que pudesse sorrir junto, viver junto, amar junto, em conjunto como um só. Acho que estou desistindo de mim. Há confusões que não sei resolver, há incertezas que não sei conviver. Ando só. E não me esforço pra reconstruir velhas certezas e velhos sorrisos que eu mantinha comigo. Estou perdendo muitas coisas que eu dava valor e estou fechando os olhos, fingindo não ver. Estou fugindo. Mas não sei de quê. Compartilho minha solidão com todas as pessoas que ainda acreditam em mim, mesmo que eu mesma já não acredite. E estou cercada por tantos que mesmo comigo, se sentem só. E mesmo eu estando tão perto de quem me faz bem, a solidão me leva pra longe, lá onde eu deveria estar, onde eu realmente estaria completa, e permaneço só. E no fim descubro, que nós, juntos ou separados compartilhamos da mesma solidão. Mas fugimos da realidade e fingimos que não.

Ao som de REM - losing my religion

26 de abril de 2011


Chegastes ao bar, era quase de manhã e já não havia mais ninguém. Tomou cafeína e um drink, depois fumou alguns cigarros. Esperou alguém que certamente não veria. Mas que no fundo ainda vagava por aquele bar, revivendo certas lembranças. Mas ela não apareceu. Não naquela noite. Pagou o garçom. Atravessou a avenida, e as lembranças voltaram.
Aquela rua. Aquele bar. Aquela vodka. Parou, encostou-se em um poste antigo. O cigarro já quase no fim. E como uma sombra, sem vida, sem coração, sem palavras, lembrastes então daquela garota. Aquela do sorriso mais lindo que já viu. De olhar sincero e de muitos, muitos defeitos. Mas era isso que você curtia nela. Lembrou do bar. Da conversa fiada. Do momento perdido. Do tempo perdido que foi o melhor tempo perdido que você já teve. Que não será mais reaproveitado. E lembrou do adeus. Era o que você queria, não era?
E como sombra, esperastes por mais lembranças. E elas vieram como um livro, cada página uma pequena lágrima. Porque você amou aquela garota. Mas nem você mesmo sabia disso. E hoje, percebes a diferença entre ter e não dar valor, e depois perder de vez. E quando se perde, boy, as coisas que se vão se tornam importantes. Mais do que deveriam.
E como dói. Assisto sua dor. Sua irrefutável indecisão. E paulatinamente venho encontrando uma maneira de te tirar daí. Mas como sombra, você jamais poderá sair do escuro. Fará apenas parte do passado. De um passado que já ficara perdido em algum lugar na memória daquela garota. Você ficará preso nas lembranças e isso, boy, é o preço que você teve que pagar. Talvez você disse adeus na hora errada. Ou quem sabe nao esteve preparado para fazê-la feliz. E talvez você a fez sofrer.
E agora com o coração fadado, o cigarro entre os lábios, a solidão em seu rosto e seu ego ferido, terás de ir para casa. Porque alguém lhe espera. Uma mulher que conchecestes num desses bares qualquer. E talvez ela o ame. Mas e você, boy?
Quando percebeu que havia perdido a única que lhe roubara o coração, já estavas com outra que mal conhecia. Só pra não ter que ficar só. Mas você continou só. E isso não vai parar. Essa solidão boy, é a falta dela. Que corta lentamente, pouco a pouco seu coração.
Mas vá para casa, beba sua vodka pra amenizar a perda. Sorria para a tal e finja que está feliz. Ou sinta-se feliz, mesmo que seja só por alguns instantes.
Você teve sua chance boy, mas a deixou escorrer por suas mãos, como areia que o vento leva. Pra longe. Agora é tarde. Muito tarde.

Ao som de Heartless - The Fray

23 de abril de 2011



Na sala de estar. A minha sala de estar. Os móveis sobre a mesa, a tv ligada no mudo. Nossas expressões frias, de quem não tinha nada a dizer, por medo de confessar sem querer o que realmente sentíamos. Fostes de novo o único a ficar. Desta vez, seus olhos pairaram sobre os meus apavorados. Eu já não sabia o que fazer. E enquanto todos fugiam, você continuou, aqui. Eu quis ir abrir a porta e fazer você ir embora, mas eu precisava de alguém. Alguém que me perguntasse se eu estava bem, e não se calasse apenas com um sim como resposta. Alguém que pudesse decifrar o que eu sentia apenas com um olhar, e ainda assim me perguntasse e ouvisse com atenção o que esse coração vazio tem a dizer. Ainda que ele se cale, por não ter forças pra recomeçar.
Ficaste. Entre a força do não e a necessidade de permanecer aqui. E me ver, mais uma vez. Uma última vez. E me ouvir chorar. Sentir a dor. A minha dor que se tornou a sua também, outra vez. E por fim não desistiu, ainda não. E por tantas vezes eu quis um final, sem recomeços ou esperanças. Mas ainda não. Não por falta de motivos, ou mera falta de atenção. Por tantos meios e fins, altos e baixos, te manteve em cima do muro, quase seguro e ainda olhas para a porta, prometendo jamais sair por ela. Pois estarás aqui, sempre. E hoje, a presença que me falta é a tua. Pois te tenho tanto que tenho medo de te perder. Pois te tenho aqui preso. E já me falta o ar, imagine para você. Mas te deixo sair por aquela porta se quiser. Mas não a feche. Não a tranque. Apenas vá sem pressa de voltar.
As vezes penso apagar o passado, cada lembrança, olhar ou gesto. Por onde andamos e o que fomos. O que sonhamos e o que realizamos. O que ainda queremos realizar. Mas eu não seria nada capaz, eu não tenho peito pra fugir. Mas também não tenho forças para continuar. O que me leva a ficar também é o que me faz querer desistir. Além do mais, me sinto presa também. E não dá pra construir nada assim, repentinamente, displicentemente. Está um pouco tarde, mas não tarde o bastante, eu sei. Mas não saio por aquela porta até que nossas últimas promessas sejam cumpridas. Até que nosso último sorriso seja desperdiçado por uma causa justa. Não saio. Não me movo. Não apareço, nem sumo. Fico. Porque ficastes também.

Fictício. 

21 de abril de 2011



Aquela sensação que vem de dentro, um incomodo que martela na cabeça. Aquela placa de PARE, que não sai da minha mente. Aquela frase "acordar arrependido, é melhor do que dormir na vontade", não existe. Não tem nada pior do que se arrepender. É isso. Pode parecer estranho, mas eu prefiro não ter que me arrepender. Eu prefiro acordar de manhã com a cabeça fria, sem problemas pra enfrentar, sem alguém no meu pé me ligando o tempo todo, prefiro ficar em casa ao invés de sair só pra ter uma vida social, prefiro ficar calada ao invés de começar uma briga, prefiro fingir que não escuto pra não ter mesmo que começar uma briga. Eu prefiro. Odeio acordar com a sensação de "vá lá e peça desculpas", ou com a vergonha estampada na cara pelo que você fez na noite passada. Bebeu demais, xingou a mãe, o pai, a avó. Falou umas verdades pra alguém. É, eu prefiro não ter mesmo motivos pra me arrepender. Eu tô mudando. E sinto que essa mudança é o que me mantém firme. Ainda que haja recaídas, e vezenquando eu faça o contrário. Eu prefiro não ter que me arrepender. Mas nem sempre é assim. As vezes falamos coisas que não deveríamos e depois paramos pra pensar. Eu sou assim, e venho tentando mudar. Venho tentando me redimir. Talvez eu esteja amadurecendo, ou tudo não passe de uma fase. Porque tudo passa, até nossas próprias concepções. Mas por enquanto, só não quero desistir disso. Essa ideia de se aventurar sem medo do amanhã, de cair de cabeça em tudo e depois dizer que faria tudo de novo não é de fato tão correta. Sempre há no fundo um arrependimento que não se mostra, por orgulho próprio. Hoje acordei com vontade de parar e pensar nos meus erros. Porque me arrependo sim e muito, de muitas coisas. Então resolvi não ficar em marcha ré, mas progredir. Resolvi por um fim em tudo que me atrasa, não vou parar no meio do caminho, mas vou escolher outro. Porque essa vida mais ou menos de quem acha que pode tudo e não deve nada a ninguém, não me leva a lugar algum.

16 de abril de 2011


De todos os porquês do qual não sei explicar, me resta ouvir. Uma explicação que me faça calar, que me leve a pensar nos erros que cometi. Até onde errei, a que ponto cheguei. Ao extremo, não sei. Também não quero mais saber. Eu não tenho um coração. Talvez eu o tivesse, mas depois dessa chuva, nem os restos sobraram. Por hoje eu esperei respostas caírem do céu, mas só vi chover. Como se tudo fosse acabar hoje. Chuva. Que leva. Arrasta. Depois trás de volta. Toda a dor. Toda a mágoa. Todo o amor. E não vão embora. Por um tempo. Me trás lembranças. Depois some. Foge. Finge que nunca ouviu falar deste céu. Vai. Como quem nunca choveu, aqui neste mesmo céu. Apenas me leve. Com você. Por você. Por mim. Nós. Céu, este céu. Eu vi nuvens de quase todas as cores. E quase todos os sonhos. Eu pude sentir. Eu vi. Mas depois eu perdi todas as nuvens e quase todos os sonhos. Não vi a noite chegar, não vi o tempo passar. Eu não vi n-a-d-a. Da janela o sol se pôs, foi embora. Mas eu também não vi. Nem sequer percebi. Só por um tempo, eu fechei os olhos e perdi. Quase tudo. E de novo a chuva voltou. Como todo passado que não quer apagar. Com a sombra do tempo como sua aliada, fez tudo voltar. Ou quase tudo. Eu também não percebi. Se não fosse pelas gotas que caiam, tão forte. Fechei a janela. Apaguei a luz. Fingi que dormi. Quem sabe ela passa. Ou talvez não pare nunca de chover, neste céu. O meu céu. Quem sabe eu não vá lá fora e a deixe cair sobre o meu rosto. Quem sabe ela me leva. Me arrasta. Pra outro céu. O seu céu. O seu tão conhecido, céu.


Essa tua cara lavada de quem não tem pra onde ir.
Essa tua mania de estar sempre com sono, me pedindo pra ficar.
Esse sorriso descarado de quem não se importa nem um pouco.
Mas ainda sim, há de se importar.
Eu não sei porque ainda alimento tanto esse coração.
Ando cansada de esperar, eu bem que tentei esquecer,
mas a distancia ao invés de atrapalhar, me aproxima mais de você.
Eu queria ter uma noite de paz, daquelas de deitar e fechar os olhos,
sem problemas na cabeça, sem alguém no coração.
Mas não dá não.
Há sempre você, mesmo longe.
E so far away já nao é o limite, quando na minha cabeça só existe você.

15 de abril de 2011



E se eu dormisse agora, e acordasse de manhã afim de um dia melhor? Nao sei não, mas essa vida tá monótona demais. Tem dias que tudo cansa. Que a alma avança e quer fugir. E não há mais nada que me prenda aqui. Não há céu azul melhor do que o do lado de lá. Esse lado é escuro. É solidão. E se só de solidão vive um homem, o que lhe resta é sofrer.
Sofrer amigo, não é pra mim não. Sou de sorriso fácil, de mente aberta e coração enorme. Sei que há tempos não me via assim, mas hoje, hoje me reconheço. Hoje, esse coração cansado, meio quebrado e trôpego, bate com insistência. A dor que lhe corta, é de pedir arrego. O que lhe salva, a não ser eu mesma?
Eu tenho a chave para a rodovia, boy. Eu vou fugir daqui. Meu coração é grande, mas não suporta tanta dor. A vida é curta demais, pra uma noite tão longa assim.
Eu vou pegar a estrada, no meio da madrugada ao som do meu bom e velho rock, com o coração nas mãos boy, mas vou. E que seja longa essa estrada que por detrás dos meus óculos de sol, mais parece uma miragem. E é pra lá que eu vou.
Além de tudo que se vê, onde os sentimentos não são medidos. Onde a alegria boy, não é vendida, é de graça. É pra quem quer, não pra quem precisa. É pra quem sabe e se deixa viver. Eu vou voar, eu vou embora. Já está na minha hora. O tempo passa, e a gente mal se vê. A gente mal sabe o que sentir, só tenho a perder.
É pra lá que eu devo ir. Para além das incertezas que me cercam aqui. Para além do tempo que me prende. E desses devaneios tolos eu quero me distanciar. E dessa dor furtiva, nem as lembranças eu vou levar. Eu tenho as chaves do meu carro, tenho um Rock me baby nas caixas de som, tenho um céu todo azul pra me guiar, tenho a paz que almejo encontrar. Que mais hei de precisar, Deus?
Além da perda que tu me fizestes aceitar, além da dor imposta por um coração de pedra que não sabe amar. Eu já perdi tudo mesmo, o que há de me faltar?

14 de abril de 2011


Acordei. Mais uma manhã turbulenta de um domingo tão lindo. Levantei ás pressas, me arrumei ás pressas. Cabelo amarrado, cara inchada, a música lenta e calma que eu costumava ouvir todas as manhãs, dera lugar as brigas lá fora. Minha vontade era de permanecer trancada no meu quarto até que tudo isso acabasse.
A noite não progrediu, não dormi. Deixei o som ligado, ouvindo Beatles. Mas não relaxei. Tinha algo errado. Comigo, talvez. Não sei como deixei que as coisas chegassem a esse ponto. Onde está Deus, aquela minha crença de que tudo pode melhorar? Não sei quando, não sei como, mas hoje já não acredito em mais nada. Eu não sei mais acreditar.
Os bons não são a maioria. Perdi essa crença também. Não sei confiar mais nas pessoas, eu era boa nisso. Mas me decepcionei. Não sei amar, eu também era boa nisso. Mas não sou mais. O que houve com aquele amor? Onde o deixei?
Foram tantas decepções, eu já não sei se um dia ele existiu de verdade. Eu não sei quando, eu não sei como, mas hoje eu não sou mais a mesma de antes.
Então eu tenho que sair, eu tenho que ir atrás das coisas importantes. Não posso parar aqui e agora e perguntar o por que tantas mudanças repentinas. Eu tenho que ir lá fora enfrentar meus medos e dizer que hoje, só por hoje eu quero paz.
As lágrimas não cessam. Mas ninguém vai me ver chorar. Respiro fundo, enxugo as lágrimas e finjo um sorriso.
Me perdoe se eu errei. Me perdoe pela pessoa que me tornei. Eu não sei mais onde deixei minha felicidade, e não estou disposta a procurar. Eu cansei.
Mas ninguém jamais me verá chorar.
De volta a minha rotina e hoje eu só me pergunto se ainda sinto falta. A frieza tomou todo o espaço da saudade. Os sentimentos foram sumindo aos poucos. Os bons sentimentos agora são a minoria.
Eu venho tentando acertar desde que descobri que o que eu mais queria, já não me pertence.
Eu venho tentando fazer com que tudo mude, que tudo volte a ser como antes, mas eu não encontrei motivos suficientes para isso.
Nada vai ficar bem. Eu sei. É mais um domingo que passa como um dia qualquer. Sem surpresas, sem defesas, sem amor.

Escrito no dia, 10/04/2011

7 de abril de 2011


São essas coisas que a ferem. Palavras não ditas, que são guardadas no peito, escondidas, por medo. Não há mais tempo para a espera, não cabe mais no ponteiro do seu relógio, que voa, passivamente, mas voa.
Esta noite, ah, esta noite. Tudo não vai passar de um sonho ruim. Restarão lembranças esta noite, porque ela dançará entre as flores, chorará todas as lágrimas, e sobreviverá.
Esta noite, luzes brilham sobre seu rosto, um tremeluzir de rostos desconhecidos lhe sorriem, e ela retriubui sem saber porque. Apenas por sorrir, convenientemente.
Não há o que fingir, apenas ser. Ela tenta ser, tenta ver além do que há, mas não há mais nada além do já foi. E o que já foi não pode ser de novo.
Mas ela quer que seja. E não não lutará contra isso.
E ainda sente e muito, e isso é imutável.
Ela não sabe o porque de tantas mágoas, nem porque dói tanto relembrar certas coisas. Mas ela não precisa por um fim nisso tudo.
Porque ela não quer um fim irrelevante e imutável.
Ainda há sorrisos pra compartilhar, ainda há vida em cada olhar. Ainda há um nós.
A senhorita que escreve essas tais palavras, sabe bem se iludir, mas sabe que o fim é sempre um recomeço. Mas ela não quer recomeçar.
Ela precisa de um motivo pra ficar. E esse motivo, ela já tem retido em suas mãos.
Ela não sabe se o liberta, ou o guarda só para si.
Seus calmantes já não fazem efeito, as noites estão ficando longas e insistentes, presas à sua indecisão.
Mas ela sabe o que quer. Ela sabe muito bem, e é por isso que dói.
Ainda há algo tão forte quanto sua idecisão, ela também sabe que sua vida corre, rápido demais pra que alguém possa acompanhar.
Esta noite senhorita, não deixe as lembranças. Alimente-as, reviva-as, elas não te farão bem amanhã, mas não custa sentir um pouco mais.

2 de abril de 2011

Reflita



Quando tudo parecer imutável e sem solução, não se perca. Não se deixe à deriva, não se emudeça. Para aqueles que se calam quando são pressionados, para aqueles que se fecham quando é preciso abrir as portas do coração, para aqueles que não sabem o que é amar, um conselho apenas: não se apaixone. Amar é exatamente o contrário.
É preciso ouvir, mas também é necessário falar. Como ela poderá dizer que o ama, se você jamais disse um 'eu te amo'? Como ele poderá ir atrás de você se você nunca deu sequer uma esperança? Ela não quer que você seja o seu ponto firme, seja apenas apoio quando ela precisar. Ele não quer que você seja absolutamente fiel, só confie o seu amor pra ele e ele acreditára em você. Ela não quer que você ligue pra ela a cada segundo dizendo onde está, ou o que está fazendo, apenas dê motivos pra que ela não se preocupe tanto. Se ela correr atrás de você, não a desvalorize, não a ignore. Ela o ama e pra ela isso siginifica muito. Ela está em suas mãos, mas isso não significa que você deve brincar com seus sentimentos, apenas escute o que ela tem pra te dizer, aceite suas desculpas e seja sincero, não a faça esperar, não a deixe sofrer, porque dói. 
Se ele não atende sua ligação, não responde suas mensagens, desista. Quando um não quer dois não brigam, deixe o tempo responder pelos dois. Os homens, não sabem ser sinceros quando precisa, não sabem como resolver uma briga e guardam mais mágoas do que nós. Não vale a pena. Com o tempo ele vai perceber que errou, e quando voltar atrás poderá ser tarde.
Não é preciso estar apaixonado para ser gentil e escutá-la, não é preciso se achar um idiota só porque perdoou algo errado que ela fez. Você se torna um idiota a partir do momento que guarda o rancor para si e não a deixa se explicar, não a perdoa. Perdoar é para os fortes, se você não é capaz disso, você é fraco. Pra perdoar meu caro, basta ter coração, mas se você tem um coração que não se mostra, que não se apaixona, desista, fique só, viva só. 
Desprenda-se do que lhe faz mal, garota. Se você fez de tudo pra não perdê-lo e no fim acabou perdendo, não se prenda a dor da desilusão. Não se culpe, não é culpa sua. Desapegue-se, se achar difícil, lembre-se: você era feliz antes dele, porque não pode ser agora? O que te faz pensar que sua vida não faz sentido sem ele? Não se prenda a isso, não se prenda a ele. A vida continua, a sua vida continua. 
Termine ciclos, principalmente se essa rotina só te faz mal, você não tem que pensar nele o tempo todo, pense em você em primeiro lugar. Você não tem que ligar pra ele o tempo o todo, espere ele ligar. Você não tem que dizer que está morrendo de saudades, espere ele sentir saudades de você primeiro. Você não precisa sofrer por ele, já pensastes se em algum momento ele sofreu por você também?

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