30 de março de 2011

Céu Azul




Eu só queria te lembrar
que naquele tempo eu não podia fazer mais por nós
eu estava errado e você não tem que me perdoar
mas também quero te mostrar
que existe um lado bom nessa história,
tudo que ainda temos a compartilhar
e viver e cantar
não importa qual seja o dia,
vamos viver, cantar
vamos viver, vadiar
o que importa é nossa alegria.
Tão natural como a luz do dia
mas que preguiça boa
me deixa aqui a toa
hoje ninguém vai estragar meu dia.

Só vou gastar energia pra beijar sua boca.


Charlie Brown, adaptado.

29 de março de 2011

Her world goes on



Esses dias frios, as mãos trêmulas e sorrisos descompassados, a rima de um verso sem um final digno de ser chamado de feliz.
As cores escuras do fim de tarde e a tempestade lá fora, que fora um sinal de tempos ruins.
Ando meio dispersa, mas não relapsa. Levo a vida com calma e as vezes acho que tudo vai bem.
E a vontade que tenho de esquecer, é o que me faz lembrar. Mas na última instância, acabo cedendo e me permito divagar por aquelas tardes, aqueles copos vazios e aquela música que tocava ao fundo.
Me aproximo o máximo possível daquele tempo perdido, imaginando como seria se tudo fosse diferente.
E se no começo, a resistência não era o meu forte, hoje, me objetar a tudo isso é minha sina. É o que me retém, e me mantém aqui inóspita e vazia, mas firme na minha decisão.
E tudo continua pra mim, e é tão bom ver que sou feita de fortalezas, nem as maiores ondas foram capazes de sequer oscilar a minha base. Ela se mantém torpe, presa à razão.
Da imcompreensão a ausência desmedida, minha sorte é mudar a cada dia, e desses devaneios tolos e furtivos que guardo pra mim, por que só cabem aqui, presos nesse coração que não fala, que não grita, mas que bate intensamente, e insistentemente quando sinto que vou fraquejar, já se torna até imutável a questão de que não vale a pena escancarar a verdade para olhos cegos, corações mudos e friezas incontidas.
E se de ímpeto a minha vontade se torna maior que a minha razão, não a deixo voar, não a deixo proceder.

 Já chega de vôos cegos, coração.


27 de março de 2011



A hora é essa, pensei. Talvez seja tarde demais. Mas nunca é tarde quando sabemos que vale mesmo a pena, não é?
Não sei.
Eu queria ter certeza das minhas escolhas. Mas é sempre tão assustador o futuro, que permaneço assim no meio termo. Nem vou. Nem fico. Deixo estar.
Mas hoje, logo hoje que eu tive certeza que era de verdade, que é pra ser...
Mas entre o sim e não, prefiro desistir. Resistência requer vontade, desejo, vivacidade, e não sei se tenho tanto a oferecer. Só manter a calma agora e esperar. Apesar de odiar a espera, é o que nos convém. Não precisava ser assim, mas está sendo, não há o que mudar.
Deixo a vida levar, deixo o tempo passar. As estações, a chuva, o calor.
Essas mudanças constantes me dão uma certeza, nada dura para sempre.
E já não sei se isso é bom ou ruim.

E hoje tudo parecia fazer sentido, mas foi quando acordei e percebi que erá só um sonho.

25 de março de 2011

Na paz


Desfazendo passados e buscando futuros, assim que ando agora.
Meio que na contra-mão, sei muito bem o que faço e porque faço.
A vida é mesmo assim, e assim eu vou.
Cada passo uma conquista, cada passado uma lembrança que se desfaz lentamente, sutilmente.
Doces são meus dias, por que os deixo ser bons.
A tristeza não leva a nada, caro leitor, e hoje me dei conta disso.
Não sou hoje o que fui ontem, nem serei amanhã o que estou sendo agora.
É um devir, porque sou feita de mudanças e essas mudanças é o que me mantém viva
é um jeito bem melhor de levar a vida, lhe garanto.


Assim, sobrevivo e muito bem.

21 de março de 2011



Assim nesse emaranhado de vidas, me perco, me dou. Sou amor compartilhado, sou sentimento intensificado, sou essa bagunça mesmo. E nesse sorriso que mal cabe em mim, me espalho e espanto a solidão pra bem longe.
E essa saudade que aqui deixo, é pra nunca esquecer que um dia, assim de verdade, eu amei e me dediquei exclusivamente a um amor. E é essencial esse amor, é mais que um complemento é uma necessidade de quem ama, de quem vive, de quem sonha.
Porque saudade as vezes é bom, é um aconchego pra alma, é a vontade de viver de novo os momentos bons, as conversas soltas e os sorrisos sinceros, é a lembrança bem guardada de alguém que ainda importa muito.
E tudo está tão lindo hoje que resolvi mudar, me desapaixonar dos medos e dos nãos.
É preciso desapegar-se do que nos retém, é preciso apenas desprender-se da solidão e ir além, muito além do que se espera. Ir adiante, porque pés no chão é pra quem se contenta com pouco.
E o pouco não me agrada, é preciso estar sempre em paz com a imaginação e se deixar levar.
Por que a vida é essa 'metamorfose ambulante' e pra voar é preciso ter asas, e não se prender ao casulo. Porque carregar sonhos é facil, difícil mesmo é fazê-los andar.

13 de março de 2011

Um até breve, ou nunca mais, vai saber

As palavras simplesmente não saem e não há nada que possa me distrair agora, o tédio está em grande escala e a solidão fez o favor de me ter como companhia, mesmo contra minha vontade. Ando excluindo textos que me fazem lembrar de grandes erros que cometi e estou prestes a excluir o blog também, a questão é que ando meio sem vontade de escrever, e o que me trazia inspiração, bem... é passado. Senti a necessidade de compartilhar isso com vocês e explicar um pouco minha ausência. Talvez eu volte, caso eu encontre um novo motivo que me faça voltar a escrever, caso contrário, não sei se volto, rs.

Até mais, queridos leitores, amo muito vocês!