20 de novembro de 2010

Impensado



A paixão é agressiva. Um impulso incontido que corre pelas veias, um desejo bem alimentado, e uma pulsação fora de controle. E o coração nunca está pronto pra enfrentar uma tsunami de emoções precipitadas e impensadas. As vezes parece fraqueza, uma dor interminável, aguda e voluptuosa que arde em brasas no peito. O pior é que quando mais dói, mais forte fica. É insano. E quando o coração trai a razão, amar se torna o precipício onde queremos no jogar, não importa o quão grande seja a queda. E depois as consequências e os arrependimentos pulsam como feridas abertas e ainda sim, avançamos mais, mesmo cegos, porque a paixão é um refúgio perigoso, mas só o amor pra curar certas feridas que guardamos ao longo da vida. Eu estive perdida, tentando encontar meu refúgio nessa paixão. Eu tentei abrir as portas da tua consciência para ter certeza de que entre nós há uma ligação. Mas eu não precisei me esforçar tanto. Seus passos lentos, calmos do lado de fora, as pedras que josgastes na minha janela de vidro, e os olhos machucados de noites sem dormir. Eu senti que havia algo tão forte que chegava a doer. E tua cabeça que girava em círculos, por mim e tua voz trêmula do outro lado da linha, tentando encontrar uma suposta razão pra tudo, mas não havia razão pra mais nada, a não ser se entregar, e sim havia uma conexão. Algo que te trás pra perto de mim, mesmo a milhas de distância. E aquela voz que se repete em minha cabeça, "é ele e ninguém mais", seu sorriso triste pedindo pra ficar a noite inteira comigo, e nossos olhos cegos guiados pelo pior condutor que se possa imaginar, o amor. E teus passos lentos guiados por mim, nossos braços em um abraço e a cor do pecado, de olhares cheios de malícias e sorrisos encantados de desejo, eu é que não precisei me esfoçar pra entender que era amor, mas precisei dar quase todo meu sangue por você, prensunçosa e assutada por tantas noites que chorei. Precisei de algum tempo pra me atirar de vez no precipício, mas quando senti o vento me levar pra mais alto, além dos limites gravitacionais, definitivamente não me arrependi.

11 comentários:

  1. O amor é isso não? Jogar-se de um precipício e não arrepender-se em instante algum...
    Lindo texto!

    Letícia

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  2. Como eu amo entrar no seu cantinho.

    Amei hoje de novo.
    Beijos.

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  3. Lindo, e concordo com "Pontos de Ligação" o amor é jogar-se de um precipício e não se arrepender depois. Adorei a parte que diz que quanto mais dói é porque mais forte está ficando, é verdade, quanto mais a paixão incomoda, é porque ela está se fortalecendo. Beijos

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  4. lindíssimaaaaaaaaaaaaaaaa...........
    AMEEEEEEI de paixão. vou voltar p ler de novo...

    É justamente sobre isso que eu escrevo, o impensado, imaginário, o que n se pré-vê, tem viver, viver, valer. tem que viver pra valer.
    és tudo muito lindo e lúdico

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  5. Nada como se deixar levar, consumir um sentimento inteiro. Acho que viver e sentir intensamente é mais ou menos isso aí que tu descreveu, guria.
    Um beijo!

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  6. OLÁ
    ADOREI SEU BLOG E ESTOU TE SEGUINDO
    ME FAÇA UMA VISITA E ME SIGA
    VOU ADORAR QUE SEJAMOS AMIGAS
    BEIJOS

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  7. Não devemos deixar de nos entregar, nem mesmo por impulso..
    vamos ser uma hora ou otra paradas pelo sentimento,
    ele vai nos mostrar o momento certo de parar ou de continuar..

    penso assim, só damos passos que possamos suportar!

    bjs querida

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  8. Que lindo.
    Me caiu super bem seu texto.
    Beijos

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  9. Temos mesmo que nos deixar levar pelo amor, por tudo que ele envolve!

    Lindo texto!


    Beijos

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  10. O amor tem dessas coisas. Se não fosse para se jogar do precipício pela outra pessoa, não seria amor. Não há porque se arrepender de algo que nos faz bem.
    Eu adorei, simplesmente.

    Beijos.

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  11. Impossível arrepender-se por ser apaixonar. É bom demais, no final das contas. Adorei o post e o modo como descreveu as sensações! :*

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