10 de agosto de 2010

Do que preciso?


Depois de tanto tempo... Noites e noites dormindo, talvez por não ter motivos pra acordar. Aquela voz ao telefone na alta madrugada, ou aquele encontro as escuras, fugindo de casa. Os bares, as bebidas, os amigos, os amores, os inícios, os meios e fins. As tardes de outono, as noites frias, casacos, amigos, conversas fiadas, esperando o tempo passar.  Não que a solidão pertube, ou que o silêncio me irrite. Mas falta. Falta alguma coisa, ainda tenho tanto pra viver. Os dias passam, tão rápidos. Chega a assustar.  E a falta cresçe. Saudade. Do que vivi, do que não vivi.

Mas, há algo de extrema importância, minha cabeça pede por isso, minhas mãos, meu coração, eu peço. Essa vontade insana de errar, de fugir de toda a realidade, de ser bem mais astuta e má. Essa vontade de ter tudo nas mãos, de fugir dos padrões, de me aventurar em romances sem nexo,  viver uma vida sem restrições, sem dar importância ao que realmente importa. Esse meu espírito aventureiro, essa minha alma de pirata que anseia vagar por altos mares,  buscar novos horizontes, me perder em terras desconhecidas, almejar o infinito, ficar à deriva.

Ainda somos tão jovens, como dizia a velha canção, e busco por essa positividade toda, aproveitar cada milésimo de tempo aprofundando-me em meus própiros pensamentos, deixo-os fugir de mim, deixo-os buscar seus interesses mútuos, deixo-os por aí. Deixo pedaços do que fui, do que sou a cada passo impulsivo e improvisado que dou.  Levo comigo coisas que marcam uma época, ou que não marcaram tanto assim. São pequenas partes de mim que aprendi a colocar na sua devida ordem. E continuo procurando por novos caminhos, aventuras, aprendizados.

Não importa o que seja, importante ou não, farão parte de mim, de alguma maneira. Pessoas, objetos, sorrisos, lembranças, folhas secas de outono, o vento gélido do inverno, frases de um livro qualquer, um rosto desconhecido que avistei em algum lugar, coisas que quase ninguém dá importância, mas que são relevantes pra mim. E talvez, essa falta toda que cresce seja mais um detalhe que anseio por encontrar, talvez um sorriso, ou um simples gesto de alguém, ou mais um de meus insanos desejos quase impossíveis.
Afinal, ainda é permitido sonhar, mesmo sem poder tirar os pés do chão.

4 comentários:

  1. É, a vida também é feita de lembranças, saudade e sonhos, mas temos que dosar tudo.

    Bjs =)

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  2. Enquanto eu li, seu texto me leu. Queremos ser livres. Adorei.

    Bjo

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  3. pouxa, será qe voc passou pela mesma coisa qe eu? vc sempre escreve tudo qe eu sinto, muito lindo...
    tem um livro do jostein gaarder qe diz "as vezes temos que suportar um pouco de saudade", não sei se éh bem assim, mais é algo parecido, mais até onde podemos suportar essa saudade? as vezes machuca tanto. beijos...

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  4. O que eu mais gosto é de sonhar acordada, não sei pq, vá ver é porquê só depende de nós dar certo!
    ;)

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