21 de maio de 2010

Beer, cigarettes and loneliness.

Eu estava vagando pela rua naquela madrugada a procura de um bar, esperando encontrar algum aberto para que eu pudesse comprar algumas cervejas e me trancar no meu quarto, sozinha para pensar na vida. Era quase 1h da madrugada e a música que tocava no carro do meu avô, que eu dirigia com medo de ser abordada pela blitz, era de dilacerar corações, Coldplay me fazia chorar. Avistei um bar, desconhecido, tão pequeno que quase não se via a meia-luz. Eu e meu amigo descemos, ele foi na frente como sempre, esperei que ele trouxesse as cervejas e uns cigarros de sobremesa. Ele entrou no carro e saímos quase voando dalí. A praça principal me trazia grandes lembranças, meus olhos se enxeram de lágrimas ao passar por lá. Era assutador. Coldplay ainda embalava aquele momento com Violet Hill, parei em frente a praça deserta, abrimos uma cerveja e brindamos a solidão que nos cercava suavemente, mas que se fez perceber tão ávidamente e asperamente que chegava a doer. Depois de alguns goles meu coração queria se dissipar em lágrimas, deixei que elas caíssem dos meus olhos sem me importar com nada. Mais uma cerveja e alguns cigarros, um mar de lágrimas salgadas e latejantes para alíviar, sorrisos fracos e intimidados, conversas para desconcersar, e dalí mesmo coseguimos ver o sol nascer, a manhã de ressaca, mas livre de toda dor que deixei empoirando dentro de mim, criando teias no meu coração. Agora, não havia mais dor, só um vazio, doce vazio que me confortava, e ver o sol tao radiante daquele jeito, me fez tão bem, que nem fiz questão de me lembrar de como cheguei em casa. Só aquela louca vontade de me espreguiçar, e observar o fim do dia, que acabava de começar para mim.

Um comentário:

  1. muito bom, ao ler, a música do coldplay já veio em minha mente :)

    bjos e bom final de semana

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