5 de maio de 2010



De repente do riso fez-se o pranto silencioso e branco como a bruma.
E das bocas unidas fez-se a espuma.
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento e do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente fez-se de triste o que se fez amante,
e de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante, fez-se da vida uma aventura errante.
De repente, não mais que de repente.

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