2 de maio de 2010

Contraditória


Sobra tanta falta de tempo, sobra tanta perda, sobra tanto tato e falta tanto sentimento. Esse medo de errar, de machucar, de cair. Acaba sobrando confusão, desespero. Hesitar, pra que? Sofrer calado, amar calado, viver calado, num canto, reservado, só. Não tem graça. A vida é feita de explosões, de brigas, discórdias. Aguentar tudo com paciência, com dicernimento, com força e calma, não é pra mim não. Sou como uma bomba, explodo a qualquer momento, sou rápida com as respostas, fuzilo alguém apenas com os olhos, sou má. Não tenho medo de adimitir, não nasci pra agradar. Tenho meus momentos ruins, de dor, solidão. Tenho momentos agitados, loucos, momentos altruístas e bondosos, mas a maior parte do tempo tento parecer eu mesma, prefiro que as pessoas me conheçam exatamente como sou, com ou sem máscaras. Não deixo que minha vida se resuma a tão pouco. Tenho experiências e histórias pra contar, tenho coisas que prefiro esquecer e outras que guardarei por toda a vida. Gosto de me sentar na bancada de um bar e beber até que toda a dor passe, é uma mania postumamente prematura e errônea; mas faz parte da minha vida. Não encontro todas as soluções pros meus problemas, mas a gente não manda no destino, é preciso aceitar de vez em quando. Não passo pela vida, nem deixo ela passar por mim, sou solícita, inveterada, dramática e informal, íntegra até, incoerente, impassiva, vou vivendo, até que o tempo passe e me faça mudar, afinal, tudo muda mesmo.

Um comentário:

  1. "Tudo muda o tempo todo no mundo..." É, seu texto me fez lembrar de Lulu. Enfim... Eu adoro seu jeito de escrever, já disse isso? rs
    Bjs

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