27 de dezembro de 2010

Sometimes


Algumas vezes o amor é tóxico
Você vem vindo, suas mãos estão tremendo
E você percebe que ninguém está ali esperando


The Script

8 de dezembro de 2010

Deixa assim ficar


E então fiquei bêbada de novo. O que já quase não acontecia, agora está virando rotina. E eu gosto disso. Tudo está bem quando danço, tudo está bem quando o álcool se mistura ao sangue, e aquele pulsar de veias, o calor. E o esquecimento, a perda da razão. Até parece que não sou daqui, ou talvez eu nem sei quem sou. As luzes tremeluzindo, e tudo ficando claro e depois escuro, já não saber que horas são, ou quem está do teu lado, nem importa. Deixa assim eu brincar, brincar de ser feliz, deixa assim me parecer que felicidade é isso, é esquecer. Deixa eu pensar que posso tudo, até voar. Deixa-me ser tua, deixa eu te provocar, aliás, deixa eu te ganhar. Me deixa assim ficar, brincando de amor, brincando de amar. Porque alguma coisa eu tenho que amar, só não sei o quê. A minha clara ilusão, me faz ver luzes que não brilham, minha embriaguez me faz rir do que não é engraçado, mas deixa. Assim, sobre o efeito deletério do álcool tudo parece mudar, sobre outras luzes, outros corpos, uma metamorfose. É tão simples como a dor que vem depois. É como cair e se deixar apagar, é o peso do inconsciente sobre as lembranças ébrias. Então assim me deixa ficar, nessa doce ilusão de sonhos e paixões insanas, me deixa assim preencher o vazio que cresce, devagar e intenso, em mim.

5 de dezembro de 2010

Tudo muda pra todo mundo



Andei amando demais, cega por amor, escondi tua face na minha retina, e só conseguia ver você, e nada mais. Por onde quer que eu andasse, não sentia a chuva cair, ou vento me tocar. As ruas escuras, os cigarros na bolsa, as tardes no café, a olhar pra você, sem desviar, tentativas frustadas de te arrancar de mim. E mesmo depois de tantos avisos, repreensões, eu sabia que estava errando, que estava sendo rápida demais, mas me joguei sem medo. E por um tempo, não doeu a queda. 
Mas depois senti pesar, alcei um vôo alto demais, e não consegui me equilibrar. A dor veio e resolveu não ir embora. Os litros de vodka, os tantos cigarros que fumei já não funcionavam. Piorei, senti que não haveria vida nova, que não havia essa bobagem toda chamada amor. Mas como tudo muda pra todo mundo, mudou pra mim também. Resolvi guardar minhas palavras e meu coração, busquei lá no fundo o meu valor, meu amor-póprio, sorri. Porque no fundo, ninguém pertence a ninguém, e sei muito bem o que fazer pra nunca me decepcionar. As vodkas continuaram, os cigarros também, mas o que mudou é tão perceptivo, que de longe, quem me vê já se contagia, pois guardo um sorriso sempre no bolso pra nunca deixar a dor permanecer. E nos meus olhos, já não existe só você, porque sempre será primeiro eu, segundo eu e terceiro eu, o resto, é consequência.

20 de novembro de 2010

Impensado



A paixão é agressiva. Um impulso incontido que corre pelas veias, um desejo bem alimentado, e uma pulsação fora de controle. E o coração nunca está pronto pra enfrentar uma tsunami de emoções precipitadas e impensadas. As vezes parece fraqueza, uma dor interminável, aguda e voluptuosa que arde em brasas no peito. O pior é que quando mais dói, mais forte fica. É insano. E quando o coração trai a razão, amar se torna o precipício onde queremos no jogar, não importa o quão grande seja a queda. E depois as consequências e os arrependimentos pulsam como feridas abertas e ainda sim, avançamos mais, mesmo cegos, porque a paixão é um refúgio perigoso, mas só o amor pra curar certas feridas que guardamos ao longo da vida. Eu estive perdida, tentando encontar meu refúgio nessa paixão. Eu tentei abrir as portas da tua consciência para ter certeza de que entre nós há uma ligação. Mas eu não precisei me esforçar tanto. Seus passos lentos, calmos do lado de fora, as pedras que josgastes na minha janela de vidro, e os olhos machucados de noites sem dormir. Eu senti que havia algo tão forte que chegava a doer. E tua cabeça que girava em círculos, por mim e tua voz trêmula do outro lado da linha, tentando encontrar uma suposta razão pra tudo, mas não havia razão pra mais nada, a não ser se entregar, e sim havia uma conexão. Algo que te trás pra perto de mim, mesmo a milhas de distância. E aquela voz que se repete em minha cabeça, "é ele e ninguém mais", seu sorriso triste pedindo pra ficar a noite inteira comigo, e nossos olhos cegos guiados pelo pior condutor que se possa imaginar, o amor. E teus passos lentos guiados por mim, nossos braços em um abraço e a cor do pecado, de olhares cheios de malícias e sorrisos encantados de desejo, eu é que não precisei me esfoçar pra entender que era amor, mas precisei dar quase todo meu sangue por você, prensunçosa e assutada por tantas noites que chorei. Precisei de algum tempo pra me atirar de vez no precipício, mas quando senti o vento me levar pra mais alto, além dos limites gravitacionais, definitivamente não me arrependi.

17 de novembro de 2010

Não, eu não esperarei por você



Me veja cair e não faça nada. Me veja chorar e diga apenas adeus. Por que eu sei que não será fácil e você precisa me ignorar. Apenas ignore. Assim, eu ficarei lúcida, abrirei os olhos e voltarei a ser quem eu era antes. Não preciso de muitos artifícios, quero tua sinceridade. Se é pra ser que seja, se não é pra ser deixe me então. Não sou de meias palavras, nem meios sorrisos, nem meios sentimentos, não sou por metade, sou por inteiro, ou é, ou nao é. Não corro atrás, não alimento expectativas, não sonho demais. Eu tenho os pés no chão. Sou fria, sou má. Pense o que quiser, mas não deixarei que mais um meio amor me tire do sério outra vez. Eu tenho minhas verdades e minhas mentiras, tenho sentimentos e sei bem disfarçá-los, o que me leva a agir assim é medo, medo de me decpcionar. E mesmo que minha vida se torne uma mentira, mesmo que eu tapeie os problemas com maquiagens e finja que está tudo bem, ainda sim é a melhor maneira de fugir. E olha, eu sei muito bem que não posso prever o imprevisível, afinal, se futuro fosse algo que todos pudessem saber, ninguém se importaria tanto assim. As coisas mudam o mudo gira, enquanto alimento por você uma paixão meio que platônica e ao mesmo tempo recíproca, alimento também o ódio por saber que gostas de mim, mas não quer se amarrar a um amor, um amor de verdade. Não sou de esperas infinitas, nem de sonhos altos e vôos cegos, posso sonhar as vezes e voar também, mas tenho meus limites. Sou apta a esperança, mas sou impaciente e logo a deixo de lado. E parto pra outra. Sou rápida, instável e determinada em quase tudo que penso e faço, o que me torna pra você um obstáculo a seguir. Se hesitas na minha presença, sofres insanamente na minha ausência. Se ao meu lado me deixa a deriva, finge não me percecer, quando está longe e resolve sumir, volta pelo mesmo caminho sentindo minha falta, ou me liga só pra ouvir minha voz. Se pensas que ficarei aqui a te esperar, engana-se evidentemente. Sabes lá o que se passa por sua cabeça, mas não vai ser eu quem vai ficar aqui e esperar sua decisão. Pelo contrário, a vida não acabou para mim. Aliás, está só começando.

13 de novembro de 2010

Eu que sei



Eu que sei das tantas coisas que passei, eu que vi correr lágrimas e eu que sorri tantas vezes. Eu que sei minhas dores, eu que sei meus pesares, eu que sei meus sentimentos e minhas vontades. Eu que vivo em mim e ninguém mais. Eu que estou aqui por motivos meus, eu que busco nada mais que a minha felicidade. Eu que ajo conforme me convém, eu que sei quando devo pensar, eu que sei quando preciso apenas chorar. Eu que sei quando devo ser quem eu sou. Eu que sei quando devo mentir pra  me protejer. Eu que sei quando preciso de ajuda quando estou bêbada demais pra ser levada pra casa. Eu que sei quando meu orgulho é mais forte que minha sensibilidade. Eu que sei porque justamente quando eu deveria chorar, eu finjo presença e me torno amarga por dentro e por fora pra que todos pensem que sou eu quem está por cima. Eu que sei quando abraço só por abraçar, e quando preciso de um abraço de verdade que me faça ficar mais forte. Eu que sei quando um beijo vale mesmo a pena, ou quando eu deveria beijar só por beijar. Eu que sei quando estou triste, precisando de alguém. Só eu sei porque ajo diferente quando deveria agir como todos fazem. Só eu sei porque sou tão fria com quem deveria dar valor. Só eu sei porque eu sou má, só eu sei porque apenas ignoro alguém quando na verdade eu deveria espancar, gritar e não deixar a raiva simplesmente implodir. E só eu saberei a forma certa de agir, no dia preciso, na hora esperada, no momento certo. Só eu saberei o que fazer, e dessa vez não deixarei apenas passar. Porque só eu sei o que se passa em mim, só eu sei a raiva que implode aqui dentro e só eu saberei o que há de acontecer quando finalmente essa bomba explodir, e pena, muita pena de quem ficar por perto.

7 de novembro de 2010

O que sente quando me vê



Eu ainda quero ver teu coração e veias pulsando loucamente quando sentir o cheiro do meu perfume.
Quero ver teus olhos buscarem por todo lugar vestígios dos meus, e quando eu estiver por perto, quero sentir teus impulsos nervosos, tua respiração ofegante, e seu corpo estremecendo devagar.
Quero que você me avise quando não puder mais controlar o desejo de me beijar, quero que me beije, letamente e sincero.
Eu sei que sente minha falta quando não estou perto, e seu coração palpita quando me vê. Sabes todos os meus passos, e sempre encontra um jeito de me achar por aí. Finge que foi surpresa e me beija o rosto e sorri.
Eu sei que sente ciúmes quando me vê com outro alguém, se afasta, finge não perceber, mas por dentro arde feito chamas incadescentes.
Se pensas em mim, não sei, mas não duvido. Teu ar de curiosidade e perguntas que só eu saberia responder, sei que as vezes lembra de nossas conversas, dos sorrisos e dos olhares.
Sei que lutas pra me entender, pois não sou um livro aberto, tenho lá os meus mistérios e me esforço pra não deixar transparecer.
Assim como passo oras a olhar pra ti, esperando respostas que venham de dentro do teu coração.
Assim como sinto um leve pesar quando sei que as coisas podem dar errado a qualquer momento.
Mas eu sei que verei teus olhos implorando por um sorriso, tua boca pedindo um beijo e suas mãos desejando um simples toque, só pra sentir de perto aquela que meche com teus sentidos.

6 de novembro de 2010

Por trás de sorrisos e encantos



Me fez sentir algo que eu havia sentido a tanto tempo atrás, que eu nem me lembrava mais. Foi um sorriso, um olhar, poucas palavras. Mas senti. Estranho, eu me sentia só, mesmo com tantas pessoas do meu lado, mas quando o moço de olhos claros pousou levemente um beijo em minhas mãos, tive essa sensação de timidez e alegria ao mesmo tempo. Me lembro de ter ficado assim uma vez só na vida, nunca me intimidei com a presença de ninguém, até que um dia um jovem rapaz me abriu o jogo, e o que era uma simples amizade virou paixão. Depois, como todos os meus romances, durou um bom tempo e acabou drasticamente. E como sempre o tempo passa, levando embora as lembraças, as sensações, os amores e suas distrações. Mas naquela noite, me recordo tão bem do que senti, do que vivi. Chegou a ser engraçado até. O moço de olhos claros me sorriu, para mim mais parecia uma criança adulta de olhar astuto de mente esperta e criativa. Trocamos olhares algumas vezes, e umas poucas palavras. Mas o moço nunca foi de poucas palavras, não. Ele tem um dom para respostas, gosta de manter contato, ouve boas músicas e é até um bom escritor. Não costumo entrar de cabeça nas minhas experiências, nos meus romances, nem as minhas amizades, sempre sondo o terreno, primeiro um pé, depois o outro. Mas parecia que nos conhecíamos a tantos anos e virou uma grande amizade da noite pro dia. Mas moço, perdoe minha indiscrição, mas apesar de combinarmos em quase tudo, espero ainda um pouco mais de tempo, só pra eu me acostumar. Costumo confudir os sentimentos, ofusco muitas coisas, minha visão é meio turva, e mudo ideia muito rápido. Sou ágil em fugir de situações comprometedoras, sou ágil quando se trata de problemas, por isso aparento frieza emocional e até me denominam a garota de gelo. Depende muito dos meus sentimentos, preciso estar muito alienada e loucamente apaixonada pra ser mais intensa e amorosa, pra poder pensar com mais amor e compaixão. Por enquanto, há um começo para nós, um bom começo. Então deixo como está, deixo ser.

5 de novembro de 2010

Fim



Eu não sou a melhor pessoa do mundo pra despedidas, tudo bem que eu fale demais, que eu seja extrovertida o bastante para fazê-lo, mas não consigo, é diferente. Despedidas são o começo de um fim, e esse é o nosso fim. Eu disse tudo que deveria ter falado, fui simples, fui passiva, não foi exatamente como eu tinha previsto, mas disse tudo que queria dizer. Eu queria ter sido um pouco mais dura, pra que você finalmente entendesse que o problema não está em mim, mas em você. Mas não gosto de humilhar, nem de fazer alguém que me ame sofrer. Sei que você pode melhorar, pelo menos consenti, mas acreditar nisso é mais difícil. Você sabe que o que mais me intuiu a pôr um fim nisso tudo foi seus tantos erros, sua insensibilidade, sua ausência na maior parte do tempo. Precisei muito de você e você parecia não perceber. Mas ainda há algo que você não sabe, eu gosto de outro alguém, e talvez eu nem seja devidamente correspondida, mas tudo bem, é só o começo. E mesmo, eu não lhe devo tantas explicações, afinal, nós mal começamos e começamos mal. Há certas coisas que nunca contei a você, não sei porque, nunca consegui confiar, você nunca me deixou tentar. Você se fechou em seu casulo, se enalteceu, me deixou de lado, então nunca me senti segura com você, e eu preciso de alguém que me dê segurança. E não quero ser impetuosa ao falar isso, mas me sinto melhor quando não estamos juntos, me sinto mais livre. Eu não voltarei mais atrás, meu coração um dia te pertenceu, agora, ele já está em outras mãos. Se você o tivesse deixado do seu lado, se tivesse cuidado um pouco mais e o amado só um poquinho mais, talvez outro alguém não o teria roubado. A culpa foi sua se não o amo mais. Eu também tenho uma pequena porcetagem de culpa, devo admitir, sei que fui muitas vezes fria com você, te deixei na mão também, mas não se compara as coisas que tu fizestes a mim. Se fui fria, foi consequência do obstáculo que você pôs na nossa frente, impedindo que eu me aproximasse. Agora você diz que tinha medo de se decepcionar, mas não pensou em mim, eu me decepcionei tantas vezes e mesmo assim continuei. Mas paciência tem limite, e a minha então, chegou ao fim.

Mais um desabafo.

4 de novembro de 2010

Minhas incertezas concretas



Não tenho pressa de amar, não tenho pressa de falar, o amor é feito de futuro e de histórias pra contar.
Não sei se foi o teu olhar de folhas secas em pleno outono, ou o castanho dos teus cabelos.
Não sei se foi o teu sorriso espontâneo, ávido, ou teu jeito perspicaz, esperto e criativo, não sei o que mais me encantou.
Dei adeus ao passado, agora sou totalmente presente e futuro, por sua causa, porque não admitir?!
Eu estive todo esse tempo pensando em você, imaginando mil maneiras de esbarrar em você, de olhar pra você, mesmo de esguelha.
Agora, espero pelo amanhã, espero pela noite que logo virá, não tenho medo de esperar.
Sei que não há certezas em tudo que digo ou escrevo, e eu posso estar tentando fantasiar,
mas lá no fundo, bem lá no fundo há uma voz que ecoa,
me fazendo acreditar que tudo que escrevo, se transforma lentamente no digo, no que faço.

2 de novembro de 2010

Confissões de um coração em crise


Chego de um bar, plena semana, amanhã tenho que acordar cedo, mas o sono não vem. É quase meia noite e não sinto vontade de fechar os olhos, não quero que chege amanhã. Porque eu sei que será a mesma coisa de sempre. Você do lado de lá e eu de cá, e essa distância que separa nossos corações, eu juro que não era isso que eu queria. Eu juro que não queria me aproximar, achei que não seria mais que uma boa amizade, mas passou da conta. E meus nervos de aço, que não são nada resistentes, na verdade, eu nem tenho nervos pra perguntar o que sente por mim. A vontade vem e passa, porque eu sinto medo de me decepcionar. Mas eu queria olhar em teus olhos agora e ver até onde esse amor poderia chegar, até onde eu poderia aguentar. Eu queria tocar teu rosto com minhas mãos frias e te ver fechar os olhos, desejando um beijo, ou algo mais. Eu sei que eu não sou só mais uma amiga pra você, há algo que seus olhos tentam me dizer, mas que sua boca não te deixa expressar, há algo em mim que acredita que não é só uma simples ilusão. Meu bem eu não sei viver sem você. E quando te vejo andar por aí, a passos lentos e um copo de cerveja nas mãos, quando te vejo conversar e sorrir, me distraio, perco a noção. E mais um dia passa e a única coisa que me é permitido, é te olhar e nada mais, assim como você me olha de soslaio e deseja me ter em teus braços, assim como eu te olho mesmo você estando a metros quadrados de distância, impulsivamente desejando você. Mas eu não tenho nervos pra perguntar o que se passa na sua cabeça quando seus olhos se fixam na minha direção, quando você fica há poucos pés da minha casa esperando que eu saia pra me olhar mais uma vez, quando você beija a minha mão desejando ser a minha boca, sinceramente eu não tenho coragem de chegar. Não tens que esconder, és livre pra voar, eu não.

30 de outubro de 2010

Conversas de bar



Eu sentei naquela bancada, pedi vodka e limão, esperei. Ele estava falando com alguns amigos e nem lembrou que eu estava lá. No meio de uma festa, me senti só. A vodka chegou, segurei a taça com as duas mãos e começei a gira-lá, inconsientemente. Eu sentia uma sensação de abandono, de solidão, queria ir embora dali. Uma sombra percorreu o vazio dos meus pensamentos, me fez virar o rosto pra ver quem era. Um olhar astuto me sorriu. Eu pudia sentir a respiração elevada e um coração nervoso que pulsava do meu lado esquerdo.
- Incrível.
Eu sorri sem entender, esperando que ele continuasse. Ele me encarou, com olhos de quem sentia um leve pesar, talvez uma dor que ele tentava esconder, mas que transbordava através de suas pupilas.
- Incrível como ele consegue fazer com que se sinta tão só.
- Ele não fez nada. Disse sem conseguir olhá-lo nos olhos, pois ele saberia que eu mentia.
- Ele te deixou aqui e esqueceu de você. É incrível como isso te afeta, se fosse eu em teu lugar, não me importaria.
- Eu ainda não sei porque me importo, não sei porque ainda estou tão presa a ele, não sei o que sinto por ele.
- Espero que não seja amor, tu não merece sofrer por ele.
- Como tu podes me afirmar, já o amou alguma vez?
- Não.
- Ah, então não tu não tem certeza.
- O conheço desde de pequeno, sou o melhor amigo dele, sei o que digo, você não merece alguém como ele.
- Se tu é o melhor amigo dele, porque fala isso, assim, tão explícitamente?
- Porque o conheço melhor que você. Você merece coisa melhor.
- Então, que tipo de homem eu mereço?
Um silêncio pairou no ar por alguns segundos, mesmo com a música alta eu pudia sentí-lo, ele me olhou nos olhos delicadamente, segurou minhas mãos trêmulas e disse:
- Alguém como eu.

Pode ser fictícia, se quiser.

28 de outubro de 2010

Coração dividido



Eu atravessei algumas avenidas pra chegar até você, esperei por tanto tempo sentada na bancada de um bar olhando por todos os lados, procurando por alguém que poderia ser você. Então houve um dia em que eu te reconheci, entre tantos rostos, o seu foi o que mais me chamou atenção. E assim, trocamos olhares, sorrisos e palavras. E agora, depois de tudo que vivi, me sento aqui, espero que as palavras venham, espero que meus sentimentos se manifestem de outra maneira, mas meu coração me contraria. Eu amei você. Agora, eu sinto afeição por alguém que não quer ser nada mais que um bom amigo, e é isso que faz com que eu me sinta tão fútil e imbecil. Porque me apaixonar pelo seu melhor amigo, se tenho você? Porque tudo muda, e muda assim, em menos de segundos? Antes dele, tudo era tão mais fácil. Eu não precisava me dividir em duas pra dar atenção, eu não precisava olhar pra mais ninguém. Agora você espera de mim uma resposta, espera por uma explicação. Eu não sei o que dizer, quando me sinto partida ao meio, quando sei que há milhões de pedaços meus espalhados pelo chão dessa sala de estar, tentando reconstruir meu caminho, tentando encontrar uma razão. Mas a única razão que me tira o sono, que mexe com a minha cabeça, com os meus sentidos, com meus desejos e que me causa arrepios, é a que eu queria arrancar a força do meu coração, e se eu pudesse jogaria fora, mas não consigo. É sempre assim, quando penso que tudo está bem e que nada mais irá me atormentar, meus pensamentos me contradizem, meus atos e sentimentos param de me obedecer, e faço tudo por impulso, de novo.

22 de outubro de 2010

Precoce



Um tremeluzir de cores no céu, é o início de uma manhã azul. E o azul escuro com traços de sol, é mais uma chuva que vem. Sinto a força do vento sobre meus cabelos esvoaçantes, e o frio que vem da janela me faz fechar os olhos. Me trás boas lembranças, porque houve um tempo em que tudo era diferente. Eu não precisava me despedaçar todas as noites e me refazer todas as manhãs. Houve tempos em que eu só precisava acordar e sentir o sol sobre meus olhos, e tudo estava bem. Agora preciso de um pouco mais. Um pouco mais de tudo. Preciso de um pouco de esperança, talvez eu plante um trevo de quatro folhas no meu jardim, pra olhar pra ele todas as manhãs e jurar pra mim mesma que será um dia melhor. Não que eu eu acredite nisso, tenho que admitir que não sou mais uma criança com aquele olhar de esperança e solicitude, não tenho mais aquele brilho, aquele sorriso incontestável, não tenho toda aquela energia inesgotável, nem todo aquele enorme amor pra dar. Já cai muito, já me decepcionei bastante, e tudo que aprendi é que não devo entregar meu coração pra ninguém tão facilmente, não devo amor a ninguém incondicionalmente, e que confiança não é um brinquedo, nem uma promessa que pode ser quebrada, confiança é tão importante quanto amor, pois sem amor, não há confiança e vice versa. Agora, tudo que faço é com altivez, minhas atitudes se tornaram mais intolerantes, meu orgulho se expandiu, e minha confiança, quase ninguém a tem, por mais que eu ame, que eu cuide, sempre sinto lá no fundo aquele medo de ser decepcionada, desiludida. Ainda guardo bons sentimentos em mim, aqueles que herdei de infância, princípios. Mas não os uso ultimamente. Acho que os deixei guardados no meu baú de recordações, lá no fundo, junto com todas as outras coisas que um dia me pertenceram. Sinto falta dos sorrisos sinceros, dos abraços amigos, do meu coração de manteiga, do tempo que eu fingia ser a princesa e minha casa um grande reino, e o mundo, um verdadeiro conto de fadas. Mas isso tudo está guardado agora, pois não faz mais parte da minha realidade, tão diferente dos meus sonhos de criança. Agora sou outra, totalmente crescida por dentro, precoce, ansiosamente altiva e com um rei na barriga, que é só de fachada, só uma maneira de não deixar transparecer minhas fraquezas e minhas dores. Essa é a minha verdade. E eu, sou uma verdadeira criança que cresceu tanto, que não consegue mais encontrar o caminho de volta...
Agora é seguir em frente, até o fim.

19 de outubro de 2010

Embriaguez II



E mesmo com tantas pessoas ao meu redor, e alguns sorrisos de vez e quando, uma sala cheia de pessoas que conversam, se distraem, sinto ainda um pequeno gosto de solidão.
E as vezes, me pego a olhar pro céu a noite, admirando o doce brilho da lua, a escuridão vazia do céu, com uns pequenos pontos brilhantes, que me fascinam.
E sinto falta, talvez de alguns amigos que se foram e me deram a certeza de que não mais voltarão, sinto falta talvez, de alguns doces romances que fugiram de mim sem deixar vestígios, apenas doces lembranças.
Mas só talvez.
Há um certo vazio impenetrável em mim, que nem o melhor sorriso ou a melhor companhia poderia preencher.
As vezes algumas doses de bebida quente ajudam a curar um pouco esse vazio intocável e é por isso que me embriago, para sentir a solidão de uma maneira que não machuque.
Pode até parecer loucura, mas essa insanidade me convém. Nunca fui convencional, nunca quis meios-termos, nunca faltei uma promessa comigo mesma.
Sempre estive a par com tudo que me agrada, e é por isso que as vezes quero ficar só. 
Não sei se a solidão me faz bem, mas as vezes é uma necessidade incontida que me mantém presa em mim mesma.
Talvez eu precise, talvez isso só me machuque. Não sei bem explicar.
E é por isso que me embriago, para não precisar entender as insanidades do meu coração.

17 de outubro de 2010

We belong together

Algum tempo atrás as coisas pareciam não se encaixar, mas hoje eu acordei sentindo algo diferente, e as marcas do passado ficaram tão distantes, pareciam nem existir. Hoje tive a chance de ver que estou perdendo tempo. Eu não tenho que me martirizar, nem me importar tanto assim. Eu posso fazer a diferença se eu quiser. E minha vontade de viver é maior que qualquer problema, que qualquer dor. Eu não preciso esconder meus sentimentos, não preciso sentir medo, não tenho que me intimidar. Eu sempre fui um livro aberto, sempre tive aquele sorriso espontâneo nos lábios, contagiante. As pessoas ao meu redor não se sentiam infelizes, eu sempre encontrava uma maneira boba e eletrizante de fazê-las se sentir bem. Mas algumas coisas mudaram, deixei que a dor viesse me visitar mais frequentemente, não usei minhas armas para espantar as lágrimas, escondi meu sorriso e só o mostrava em ocasiões especiais, que nunca chegavam. Até que um dia a dor resolveu ficar, e o sorriso deixou de aparecer nas oras vagas, as coisas ficaram escuras, por um momento achei que tinha perdido tudo, e não sabia mais mudar isso. Eu estava caindo cada vez mais nas minhas próprias ciladas. Não precisei levar um tombo, nem umas boas palmadas, só precisei acordar, ver seus olhos azuis e seu sorriso, só precisei saber que você ainda precisava de mim. E quando tive essa certeza, o céu se abriu, pude ver o meu sorriso estampado e os olhos brilharem de novo. As coisas voltaram ao seu devido lugar, porque eu me sinto melhor quando sei que alguém espera por mim onde quer que esteja, eu me sinto melhor quando sei que não estou sozinha. Eu sei que minha felicidade não depende apenas de você, eu sei que existem outras maneiras de ser feliz, mas sinto que és importante pra mim, e que seu sorriso eleva o meu, que seu abraço me protege e é tão boa essa sensação de ser amada. Então, eu posso contar com você a partir de agora pro que der e vier?

16 de outubro de 2010

Ainda há tanto pra viver

Eu pude me reiventar, mais uma vez. As cores da estação se renovaram, as flores voltaram ao seu ápice, o sol brilha mais forte, as chuvas cessaram há tempos. Sei que não posso ter tudo que quero, sei que não tenho o bastante para ser feliz, mas aprendi a reparar nas pequenas coisas. Mesmo que as vezes uma pequena onda de tristeza, mais pareça um mar de dor, é preciso estar sempre distraído. Sim, distraído. A tristeza não gosta de distrações, quando você se distrai, esquece que ela está sempre com você. Assim, ela não se torna mais o centro das atenções. Foi isso que aprendi, testei uma vez e deu certo. Agora procuro sempre algo que possa me levar pra longe de toda dor, mesmo uma pequena gota de água que cai do céu, ou uma brisa leve que balança as folhas de uma árvore. Quando sinto uma tempestade perto, busco meu refúgio, procuro por pequenas peças que se encaixem, talvez um quebra-cabeças ou um jogo de palavras, as vezes escrevo. Sim, escrevo, e admito, não há nada melhor. É infalível. É como se todos os meus problemas saíssem dos meus pensamentos e ficassem apenas nos papéis, nas palavras, guardados lá, esquecidos por um mês ou dois. Fico até mais leve, solta, livre. Mas quando as lágrimas caem, é impossível se distrair, isso eu sei. Doer. Dói, e muito. Mas cada gota de  lagrima que cai, é um pouco do amor indo embora. E as deixo cair, não me distraio, não escrevo, apenas as deixo livres. As lágrimas são uma parte da dor que se vai, e no outro dia, mesmo com a cara inchada e algumas cicatrizes no peito, ainda sim sinto uma pequena parte de mim um pouco mais leve que antes. É o amor que vai se esvaindo aos poucos, deixando espaço para novas distrações. E ainda assim, não há tempo para sofrer, acelero um pouco mais, por que a vida me espera, ainda há muito pra viver. Há um caminho pra seguir, ainda há uma grande caixa de sorrisos guardados pra amanhã, e sem medo de desperdiçá-los, irei sorrir até doer o estômago, porque a vida não é só feita de dor, há sorrisos pra espalhar, há amigos pra contar, há um mundo lá fora com tantas expectativas pra viver, e eu ainda existo em mim, cada dia mais forte, como águia que ressurgi das cinzas.

12 de outubro de 2010

Um último adeus



Eu sabia que esse momento iria chegar, eu tentava afasta-lo para longe mas o vento insistia em trazê-lo de volta. Eu queria que você soubesse antes de tudo, que fomos algo como fogo e gasolina. Chegamos tão perto, achei que duraria, mesmo sem promessas. Mas como todos os meus amores nunca tem um final feliz, acabo me conformando agora. Chorar não vai adiantar. Aliás, chorar é sempre a última solução, quando as esperanças morrem enfim. Eu decidi, já passamos por muitas coisas que nunca imaginei que viveria pra sentir o que senti, uma mistura de ódio com amor, como álcool e cigarros, fazem mal, mas são vícios difíceis de largar, e dessa vez o fim é inevitável.
Vou deixar transparecer agora quem eu realmente sou, a verdade é que eu nunca fui eu mesma com você. Sempre houve um distanciamento que eu achava natural até perceber que só estava ficando cada vez mais difícil de lidar com esses sentimentos novos que surgiam. E, sabe de uma coisa? Existem certas coisas que não se pode voltar atrás e mudar, estamos perto do fim, se é que isso pode ser chamado de fim.
Você fará parte da minha vida, intensamente e será lembrado sem ressentimentos, pois tivemos bons momentos que não serão esquecidos. Mas as pessoas mudam, sentimentos mudam, tudo muda. Talvez meu coração emudeça para que a dor seja menor, as vezes é preciso apenas ouvir o silênciar do tempo para que mudanças ocorram. Talvez eu me torne uma pedra de gelo lapidada, preparada para a vida. Talvez eu guarde em mim um coração petrificado, que bate, mas que calcula perfeitamente cada movimento, cada batida, para que ele nunca acelere por ninguém, impedindo novas ilusões e consequentes desilusões. Talvez, futuramente as coisas se tornem mais fáceis de se lidar.
Eu sei, mais cedo ou mais tarde tanta apreensão não irá adiantar, as lembranças voltarão e coração vai pesar, mas tudo ficará bem. Não duraria para sempre, nada dura para sempre. E em um dia qualquer, eu acordaria e veria a chuva cair lentamente, e da janela eu observaria as gotas tocarem o chão, talvez você estaria lá molhado da cabeça aos pés, mãos nos bolsos do casaco a olhar pra cima esperando talvez meu último adeus. E eu torturada pelo sono e pela dor, te deixaria entrar, te beijaria uma última vez, sentiria tuas mãos frias tocar meu cabelo e colocá-lo detrás da orelha, pela última vez. E você se encarregaria de dar um último adeus e sairia pela porta sem olhar para trás.
Uma nova vida te espera, e você irá embora no ano que vem, melhor ficarmos assim, distantes de tudo que possa nos aproximar. Essa não é a melhor forma de dizer adeus, mas foi a mais conveniente que encontrei, desculpe a minha total frieza, mas eu não suportaria ver que está acontecendo de novo o que eu mais temia. Por que todos aqueles que eu entrego meu coração, um dia se vão e o levam consigo.

10 de outubro de 2010

Tudo muda conforme as estações



Por que quando mais preciso de você, é quando você mais se afasta de mim?
Esse seu amor é frio, e eu não quero congelar por você. Porque o que eu preciso agora é de um pouco de sol na minha janela. 
Cansei de errar, de seguir os caminhos que não me pertencem, cansei de algumas pessoas, estou começando a cansar de mim mesma.
Isso está indo longe demais, minhas forças estão se esvaindo e eu não sei lidar com isso. Você poderia estar aqui agora mas não está.
E eu tento disfarçar sua ausência com sorrisos falsos só pra agradar, tento colorir cadernos, tento sair pra ver o sol, mas ele se esconde de mim, tento fazer com que tudo volte ao normal, mas não adianta.
Não quero esperar por você, não quero lembrar de você, não vou mais te incomodar, talvez existam outros caminhos em que eu possa me perder.
Eu perdi o mapa da sua trilha e estou cercada por todos os lados. Eu vou tentar fugir, mesmo que eu não encontre a saída, haverá um jeito de escapar.
Cansei de frases repetidas, de sorrisos forçados e palavras frias. Mesmo que essa tenha sido a melhor trilha que eu já segui, mesmo que eu tenha gostado me perder por aqui, vou encontrar um jeito de sair.
Eu sinto que essas ilusões não me levarão a nada, e todos os seus olhares me levam a perceber que há algo que não se encaixa.
Melhor eu não ficar por aqui, melhor eu não plantar meu amor aqui, a terra é fofa, a chuva é ambundante e o sol é sedutor, mas isso é só uma estação.
Talvez o próximo inverno venha mais frio e eu não consiga suportar. 

6 de outubro de 2010

About flowers, and lovers.



E quando ela fala das coisas boas, dos sorrisos, dos olhares e abraços no meio da noite, quando ela  fala da raiva, e de você moço, fico aqui imaginando o por que de tamanha preocupação.
Ela teria uma vida que seria normal, se não houvesse tanto drama, tantos problemas, e tantas pessoas difíceis de lidar. Ou talvez, ela tenha um temperamento tão bipolar e não consegue lidar com isso, afinal, a louca é ela ou os outros? Ou melhor, o outro?
Se ela voltasse no tempo, seria fácil saber onde errou, mas a questão é, ela faria tudo de novo? Não, não faria. Eu a conheço bem, mesmo que ela sofra com seus erros e impulsos imperdoáveis, mesmo assim, ela não voltaria atrás nem mudaria seu passado por causa de um presente ruim.
Ela é guerreira, mais uma sobrevivente e sabe bem que seus erros são apenas experiências e sei que bem lá no fundo, ela ainda sonha com um futuro melhor.
Ela tem um coração grande demais e insiste sempre em seguí-lo justamente quando deveria agir pela razão. Ela é mesmo uma contradição, ela é mesmo temperamental.
As vezes, eu a observo um pouco, tomando seu café em uma esquina, seu olhar vazio apreciando um horizonte basicamente urbano e agitado demais pra cabeça dela. Eu sei no que ela pensa nessas oras, em estar longe de tudo, tirar seu telefone do gancho, desligar o celular e sumir por uns dias, tirar férias de si mesma, das pessoas, de seus problemas. 
Ela já fez isso antes quando não conseguiu aguentar o peso de sua dor, quando viu que tudo desabara diante de si, quando julgou que era tarde demais pra voltar, eu a vi da janela do meu quarto, suas malas dentro do carro, ela seguiria um novo caminho, um caminho de mudanças infidáveis, pude ler isso em seus olhos vazios e distantes, pude ver uma pequena lágrima surgindo quando ela finalmente olhou pro céu, talvez implorando por um explicação, por uma solução, então preferi fechar os olhos. Nunca soube pra onde ela foi nem o que fez, mas aquilo me doeu, sei que ela não merecia.
Um dia a ví no café, conversando, um sorriso triste, falava de sentimentos, falava de alguém. Pobre moça, pensei. Quantos já partiram o seu coração?
Sempre a achei muito quebrável, um coração de vidro.
Você deveria se envergonhar, moço que roubou o coração de uma flor. Sabe que ela é frágil, se arrancá-la de sua raíz ela murchará. E você fez isso, deveria mesmo se envergonhar. Deveria pedir desculpas, deveria se render. É isso que ela quer, seu orgulho, moço, não vai lhe levar a nada. 
Eu no seu lugar, faria tudo diferente, ao invés de jogar pedras, e arrancar suas pétalas, eu a regaria todos os dias, cuidaria dela com muito amor, ela seria feliz. E eu nunca, nunca a deixaria partir.

1 de outubro de 2010

Coração indeciso, é isso.



Absorta em mim mais uma vez... posso ver agora obstáculos se pondo diante de mim. Sou aquela mulher de fases, aquela rígida, exigente, orgulhosa, doce e ácida. Calçei minhas meias da sorte, fui a luta, ao invés de espadas e armas, me enchi de flores, ao invés de ódio, doei só amor.
Esperei paciente pelo sim, nada me abalou. Sento aqui e escuto qualquer música que fale de amor, deito alí e o que me vem é só amor, é como um cobertor que isola todas as minhas necessidades. Mas depois, tudo se transforma em tédio, depois não sei mais o que estou fazendo.
Quando tudo vai bem, quando está tudo ao meu favor, faço questão de abrir mão de tudo e correr pro lado de lá. Estou eternamente ligada a contradição, se duvidar, sou o melhor exemplo disso. 
Não sei porque tenho essa mania de jogar tudo pro alto quando tenho nas minhas mãos tudo o que eu sempre quis. Sempre encontro um defeito aqui ou lá, não importa o quanto seja importante pra mim, eu sempre desvalorizo e depois, depois volto atrás. 
Quando acordo de manhã e a ficha cai, quando vejo que perdi um grande amor de novo, tento recomeçar do zero, as vezes é tarde demais, as vezes ainda dá tempo. É preciso perder pra dar valor,  já cansei de me deparar com essa frase soando ao meu ouvido quando caio nas minhas próprias ciladas.
Não sei por quanto tempo minhas indecisões permanecerão ávidas em minha cabeça, são sei por quanto tempo irei suportar tantos problemas, mas um dia desses, faço tudo de novo.
Volto então a minha velha rotina de amores imperfeitos e quase duráveis, pondo um fim em tudo que não me agrada, deixando prevalecer só a mim mesma e nada mais.

26 de setembro de 2010

A outra



A mobilha desgastada de uma mesinha de canto, a poeira enfileirada e bem descansada sobre uma flor azul, vai começar a estação das flores, que nascem devagar sobre o chão macio de um jardim qualquer. Meus olhos percorreram todo o canto vazio da sala de estar, estivemos ali uma última vez.
Seus olhos marcantes me olharam de canto, antes de atravessar o corredor, uma lágrima salgada rolava sobre seu rosto claro, resplandescente. Algumas palavras frias soaram distante, ecoando por toda a casa. Algo como um "até breve", que pra mim soou mais como um "adeus, até nunca mais".
Poucas oras antes, tudo parecia tão natural, a noite calma, uns cigarros no cinzeiro, uma garrafa de vinho tinto, e duas pessoas que faziam amor na pequena sala de estar de um AP minúsculo.
Era madrugada, o som das árvores batiam contra o vidro da janela do segundo andar, a brisa suave sobre nossos corpos, o calor febril das nossas vidas, em chamas. A doce melodia da canção que você sussurrava em meu ouvido, os sorrisos leves, descontraídos. Nós realmente não precisamos de muita coisa, você pra mim já basta, queria tanto te ter aqui, pra sempre. 
Quantas vezes acordamos as 5 da manhã ouvindo Beatles no rádio, quantas vezes tive que te ver partir sem saber quando voltaria de novo? Quantos dias passei presa nesse apartamento, esperando uma ligação sua, um sinal. É tão difícil te ter comigo, é quase impossível te ver todos os dias.
Hoje, prometi a mim mesma, vou te esquecer. Mesmo que isso seja praticamente impossível de acontecer, por que estou perdendo meus dias sem sair de casa, estou perdendo a minha vida lá fora, deitada nessa cama, esperando por você.
Cada parte desse recinto tem o teu cheiro, o cheiro do teu cabelo preto, a taça de vinho que tem a marca dos teus dedos e da tua boca macia, a vida que você deixou aqui, uma parte de você mora comigo, mas ela é quase invisível. Enquanto eu só queria te ter aqui por completo, de corpo e alma.
Mas você sempre vai embora as 5 da manhã, deixando seu cheiro no meu travesseiro branco, e eu acordo de novo no vazio da solidão, e a única coisa que me rodeia e perdura por dias a fio é a saudade infinita que tenho de você.
Hoje então, decidi que assim que saíres por esta porta sem dizer quando volta, assim que teu até breve soar como um adeus, uma dolorosa despedida, irei te esquecer.
Porque amor, eu cansei. Cansei de ter só de madrugada, cansei de fingir ser alguém que não sou e definitivamente cansei de ser a outra.

História fictícia

22 de setembro de 2010

Eu sou a minha fortaleza.

Eu permaneci deitada em minha cama por longas oras, as mãos cruzadas sobre o peito e uma lembrança confusa e frustada em minha cabeça. Meu coração estava quebrado, exatamente em dois pedaços. Não sei como entrei nisso, não sei como permaneço aqui ainda, não sei.
Talvez agora eu só queira aquela velha garrafa de conhaque, esperando por sorrisos que não verei, lutando por algo que não está nas minhas mãos.
E essas noites calmas, com uma taça de vinho na mão, os meus fantasmas reaparecem, mais vivos que nunca. E a única coisa que eu queria era entender...
Foi quando te vi pela primeira vez e sentamos tímidos em um café ao norte da cidade, um sorriso amigável,  você parecia amigável.
Mas o que não mata um coração, só o deixa mais forte. Não importa a queda, nem a dor. Sei que em algum lugar do tempo, a loucura irá embora, meus fantasmas voltarão a ficar invisíveis de novo, e eu ficarei mais forte.
Finalmente verei com clareza todos os inícios, meios e fins. Meus olhos não se fecharão novamente pra dor, não enquanto eu lutar.
De todas as escolhas que eu fiz, essa foi a melhor, a mais dolorosa, mas a que me convêm.
Um dia o sol irá pairar sobre minha janela, com raios instigantes que me levarão a correr pro lado de fora e cantar bem alto, pra que Deus possa ouvir, pra que todos possam ouvir, que eu fortaleci.

20 de setembro de 2010

Choque nada sutil




 
Não busco reciprocidade de sua parte, nem uma total doação de amor eterno, porque amores eternos não existem. 
Somos um caso a parte, dois corações com vida própria, com destinos diferentes.
Mas há uma ligação inóspita entre nós, foi exatemente em uma noite fria de inverno que nossos corpos se esbarraram um no outro, foi como um choque elétrico, ficamos em transe por um bom tempo.
Mas eu não quero voltar pra casa hoje, eu só queria te telefonar e dizer um oi, queria te levar pro nosso lugar de sempre e ficarmos debaixo daquele pé de árvore que não dá fruto até o amanhecer.
Não, eu não quero desculpas, nem quero desperdiçar minhas lágrimas.
Quero tomar um café bem quente e sentar na varanda de um fim de tarde de verão, vendo a brisa bater nas folhas secas, me distrair, deixar toda essa insanidade de lado, conter meus impulsos e impasses.
Não vou mais atrás do que quero, ficarei aqui. É uma escolha.
Talvez seja uma ponte para o precipício, mas deixo ser.
Vou perder a dor que seu sorriso causa em mim, e talvez um dia eu esqueça a expressão dos seus olhos e a cor deles. 
Se nossos corpos se chocarem outra vez, só não esqueça de se desligar da tomada antes.

12 de setembro de 2010

O destino ao nosso favor


Caminhamos sobre as estrelas, deixamos as nuvens nos levar por todo o céu, e quando eu finalmente olhei nos teus olhos, eu vi a luz brilhar, a sua luz que inflamava teu corpo já em chamas, e eu deduzi que era amor. Deixei que as cores invadissem nosso arco-íris, era tanta beleza, que eu só quis ficar ali.
Foram dias de outono, em que as folhas secas voavam com o vento e caiam quando ele cessava, e eu pudia ver da janela seu pequeno contraste ao atingir o chão. Eu senti uma dor inexplicável, era como se eu estivesse prestes a voar e levasse um grande tombo. Foi o que pude ver nos seus olhos quando eu tentei te dizer adeus. Mas você não disse nada. Só ficou parado enquanto eu tentava de alguma maneira criar barreiras entre nós.
Eu sei a dor que sentiu, não foi só porque você me disse depois, eu pude sentir com você essa dor, mesmo acreditando que você nem ao menos se importava. Seus olhos protestaram, mas seus lábios se deixaram calar. E eu vi a pequena lágrima que começou a se formar em seus olhos quando eu olhei pra trás uma última vez.
O outono foi uma estação de dores, e toda folha que caía no chão me arrancava uma lágrima. Resolvi colhê-las e colocar em uma caixa, cada folha seca era uma lembrança daquela noite que eu não esqueceria, jamais.
E por um tempo, você decidiu que ia esquecer, fez outros planos, mudou alguns pontos, realinhou seu destino, saiu da marcha ré e resolveu seguir em frente. Eu fiz o mesmo, acelerei em direção ao futuro que me esperava, sempre em frente, pois nada me pararia agora.
Foi quando seu carro bateu contra o meu, em um fim de tarde, as luzes da cidade já brilhavam pelos corredores, o sol já estava dando seu último adeus, e toda a avenida parou quando meus olhos encontraram os teus mais uma vez. A caixa de folhas secas que deixei no banco de trás se espalhou por toda a avenida, voando com a brisa leve que nos rodeava, espalhando todas as lembranças escondidas, todos os sorrisos guardados, todas as lágrimas impelidas, toda a dor que eu vinha tentando jogar fora.
E mesmo depois de tanta destruição, eu sorri, e você retribuiu.
Foi alí que percebi que mesmo depois de tudo que nos aconteceu, nós fomos feitos um para o outro. Você sempre foi o meu destino, e eu sempre fui o seu. E não importa o tempo, nem as circunstâncias, nem a situação, está escrito nas estrelas, e não pode jamais ser apagado.

9 de setembro de 2010

Do que você precisa?


Do que você precisa mesmo?
Um dia, te prometi o céu, com todas as estrelas, você sorriu e disse que meu amor já era o suficiente. E uma noite, meu coração doía, e você sorriu e disse, ele dói por mim, não é? Pois bem, ele dói por você. Mas não tive coragem de dizer. Mas bem que eu quis.
Eu tive vontade de voltar para casa, dizer entre lágrimas e soluços, que a tempestade só iria embora se você fosse comigo. Mas não tive coragem, e empurrei as minhas malas no carro e o deixei, e comigo, levei toda a solidão e um pedaço seu, esse eu esqueci de devolver. Na verdade, achei que deveria levá-lo comigo, na vã esperança de que você voltaria pra buscá-lo e assim, eu poderia ver teu rosto mais uma vez, uma última vez.
Mas você não veio buscar o pedaço do seu coração que ficou comigo, talvez você não se incomode com o vazio que deixei, era pequeno demais, fácil de ser substituído. E eu que achava que tudo estava indo tão bem, que até na chuva resolvi dançar, mesmo molhando minhas roupas caras e amarrotando minha bota azul.
Do que você precisa? Me diga, e eu te darei. Porque metade de mim ainda é você, tudo bem que você não se importe com o vazio que está aí dentro, talvez alguém já o preencheu, mas eu trouxe um pequeno pedaço seu, e deixei mais da metade de mim com você. Foi uma grande besteira, mas não adiantaria eu trazer comigo essa parte de mim que só você soube amar.
E as vezes, sinto vontade de ir aí e trazer de volta o último beijo que pousei em teus lábios aquela noite, o último abraço e o último adeus, e guardar comigo essas lembranças e quem sabe um dia, jogar fora, junto com a parte que eu arranquei de você, que você nem ao menos se importou em vir buscar...

1 de setembro de 2010

Um novo dia, um novo amor, um novo começo



Eu encontrei teus olhos na avenida, teu carro azul e a jaqueta de couro preta, era noite, a lua estava amarela cor de queijo, juro que se eu fosse um rato já teria providênciado uma escada infinita e comido todo aquele queijo gigante do céu, perdoe Deus, mas tu fazes coisas tão lindas, impossível não notar. Um sorriso pálido e um rosto tão alvo que até um anjo se encantaria, e seus olhos, sim seus olhos que me chamam com carinho e sorriem, com tanta docura que dá vontade de roubá-lo e por no bolso da minha calça jeans e tirar de lá só quando eu estiver triste e precisar urgentemente deles. Eu queria te levar, pra bem longe daqui, onde ninguém mais pudesse nos conhecer, quem sabe um outro país, onde só existesse nós dois, em um lugar lindo, onde nós pudessemos fazer tudo que quiséssemos sem medo. Sempre tive um sonho, aqueles de contos de fada, onde meu príncipe pudesse me encontrar no final de uma tarde, quando o sol estivesse alaranjado no horizonte, e me desse as mãos, em um lugar florido, dançando as canções mais lindas que existir. E ter você do meu lado, seria tudo e um pouco mais.
Eu estranhei hoje quando acordei, estava naqueles dias de mais pura solidão, não sei bem como aconteceu, mas senti que algo bom me esperava do lado de fora, saí essa manhã com uma esperança contida em meus olhos e esperei, esperei que chegasse a minha vez. O jardim, resolveu florir hoje, e uma flor resolveu brotar de suas raízes e dar um longo bom dia ao sol, fiquei com pena da arrancá-la do meu canteiro, mas sabia que ela estava lá por algum motivo especial, e esse motivo era você. Era um novo começo, algo que ainda está na fase inicial, mas que tem grandes chances de progresso, e acredito eu, escondida de mim mesma, bem lá no fundo, que essa flor é um aviso, e enquanto ela estiver no meu canteiro, significa que coisas boas virão, se for uma supertição, queria eu não acreditar, mas já é tarde. Vou regá-la todos os dias, não que eu queria alimentar esperanças, mas por acreditar nelas. 
Não estou mais me importando muito com que os outros possam pensar, sinto que estou começando a me apaixonar, e o que vier de fora não vai mais contar. Se tudo não passar de um erro, não vou me surpreender, nem mesmo chorar, estou disposta a ir onde meu coração quizer me levar, depois, se nada der certo, viro hippie, ou crente, ou até mesmo espírita. Hoje, acordei com essa concepção, não vou mais levar tudo ao pé da letra, nem me importar tanto assim, o que importa é a felicidade e é isso que eu procuro, posso não encontrá-la com facilidade, mas esperança é a última que morre, graças a Deus!

31 de agosto de 2010

Uma oração.



O amor é cego, repeti pra mim mesma várias vezes antes de dormir, na madrugada insolente, fria e áspera, me enrrolo aos lençóis esperando o sono chegar. E finalmente me dei conta de que estou tecendo a minha vida por pontos cegos de agulha, e costurando o meu destino com linhas escuras e finas, e sem arremates a minha vida segue essa linha esguia e torta, apertando fundo um coração um tanto cansado, mas que bate, que quer continuar. "Esperança é a última que morre, criança." Um dia ouvi dizer, e nunca esqueci.
Uma noite, acordei em meio ao frio e saí por entre as ruas vazias, deixando a neblina congelar meu corpo. Bati na sua porta e esperei você abrir, caí em desespero quando você demorou, então duas mãos quentes me levantaram do chão, segurou meu rosto e beijou a minha face pálida e suja na escuridão. Deixei as lágrimas cairem assim que você olhou em meus olhos e disse: "eu estarei aqui para sempre, filha." E do seu rosto vinha uma luz reconfortante, do seu abraço pude extrair o calor que eu precisava, e me senti tão livre. Eu pude ver o sorriso que nascia em  meus lábios e os deixei habitarem minha face por alguns minutos. E fui embora. Sim, eu fui feliz, por um breve instante, mas quando dei por mim, já estava de volta a minha cama, no frio irremediável. Não bati mais a sua porta, mas confesso que senti e sinto vontade de voltar aquele tempo, mas algumas coisas me afastam de você, e sei que eu deveria manter contato, eu sei que eu deveria ter continuado, mas não tive mais coragem de bater a sua porta depois de tantos erros, tantos desencontros, preferi deixar assim como está. Mas se eu ainda tiver uma chance, um dia quem sabe, no meio da madrugada eu vá até sua casa e tome um bom chá com você, quem sabe sentaremos na varanda e riríamos do passado que já se foi, quem sabe você me perdoaria por tudo que eu fiz, quem sabe (...)

26 de agosto de 2010

Me faz lembrar você


Talvez eu esteja num mar de sorte. Vejo cores, muitas cores. De todos os tipos; sempre costumo reparar nelas. Sempre tive essa mania, talvez eu tenha olhos sensíveis a cores. Não sei porque só eu reparo nelas, em uma dia nublado, um céu desbotado, um cinza escuro, calado. 
Hoje acordei e reparei no amarelo claro que vinha da minha janela, perfilando as cortinas, reparei no som dos galhos batendo contra a janela, e as gotas de água que caiam lentamente no chão de gramas. Não me surpreendo quando os dias começam assim, geralmente são dias em que sinto um pouco mais livre do que de costume. Dias em que coisas ruins costumam não me afetar. E meu sorriso nesses dias costumam ser mais sinceros e tão grandes, que chega a doer os cantos dos lábios. Mas esse é o meu melhor sorriso, porque vem de dentro, das profundezas da alma. 
Gosto quando os dias começam nublados e frios, costumo reparar no céu, os tons escuros me fascinam, mas eu preciso estar de bom humor. E o vento gelado no rosto me faz lembrar que ainda vivo, que ainda tenho tanto pra viver, que mais coisas novas virão. E o doce toque da brisa me faz lembrar de amores vividos, amores passados, amores de agora. Me faz lembrar de um sorriso claro e gentil, de uns olhos verdes cor de mar, que sorriem mesmo sérios. E me faz sentir bem. O calor que vem do meu casaco, me faz lembrar do calor que vem de braços fortes e quentes, que me consolam quando meu olhos insistem em ficar fechados pra não ver o dia acontecer, me faz lembrar do calor de uma respiração sobrecarregada de desejo quando sente o calor dos meus lábios. O teu casaco de lã me faz lembrar da cor do teu cabelo escuro, plumas negras e macias. E o teu abraço calmo e sincero nas noites frias, são lembranças que me vem devargarinho sempre antes de dormir, e eu durmo com essas tais lembranças guardadas. E não canso pensar e repensar todos os dias antes de adormecer.
Porque definitivamente, eu nao me canso de você.

10 de agosto de 2010

Do que preciso?


Depois de tanto tempo... Noites e noites dormindo, talvez por não ter motivos pra acordar. Aquela voz ao telefone na alta madrugada, ou aquele encontro as escuras, fugindo de casa. Os bares, as bebidas, os amigos, os amores, os inícios, os meios e fins. As tardes de outono, as noites frias, casacos, amigos, conversas fiadas, esperando o tempo passar.  Não que a solidão pertube, ou que o silêncio me irrite. Mas falta. Falta alguma coisa, ainda tenho tanto pra viver. Os dias passam, tão rápidos. Chega a assustar.  E a falta cresçe. Saudade. Do que vivi, do que não vivi.

Mas, há algo de extrema importância, minha cabeça pede por isso, minhas mãos, meu coração, eu peço. Essa vontade insana de errar, de fugir de toda a realidade, de ser bem mais astuta e má. Essa vontade de ter tudo nas mãos, de fugir dos padrões, de me aventurar em romances sem nexo,  viver uma vida sem restrições, sem dar importância ao que realmente importa. Esse meu espírito aventureiro, essa minha alma de pirata que anseia vagar por altos mares,  buscar novos horizontes, me perder em terras desconhecidas, almejar o infinito, ficar à deriva.

Ainda somos tão jovens, como dizia a velha canção, e busco por essa positividade toda, aproveitar cada milésimo de tempo aprofundando-me em meus própiros pensamentos, deixo-os fugir de mim, deixo-os buscar seus interesses mútuos, deixo-os por aí. Deixo pedaços do que fui, do que sou a cada passo impulsivo e improvisado que dou.  Levo comigo coisas que marcam uma época, ou que não marcaram tanto assim. São pequenas partes de mim que aprendi a colocar na sua devida ordem. E continuo procurando por novos caminhos, aventuras, aprendizados.

Não importa o que seja, importante ou não, farão parte de mim, de alguma maneira. Pessoas, objetos, sorrisos, lembranças, folhas secas de outono, o vento gélido do inverno, frases de um livro qualquer, um rosto desconhecido que avistei em algum lugar, coisas que quase ninguém dá importância, mas que são relevantes pra mim. E talvez, essa falta toda que cresce seja mais um detalhe que anseio por encontrar, talvez um sorriso, ou um simples gesto de alguém, ou mais um de meus insanos desejos quase impossíveis.
Afinal, ainda é permitido sonhar, mesmo sem poder tirar os pés do chão.

5 de agosto de 2010

Utopia


Então eu tirei uma conclusão sobre o amor. Ele nunca está no meio termo, é excêntrico, nunca é mais ou menos. Não adianta ficar na metade do caminho, ou vai ou fica.
Não adianta esperar sentado que as coisas boas aconteçam, é preciso ir atrás, se quer, vá. Não se pode deixá-lo pra depois, ele não gosta de ser substituído por nada. Quer ser sempre o ator principal, quer controlar toda a situação.
Se deixarmos pra depois, acabamos ficando pra trás também. Quanto egoísmo.
Talvez essas sejam conclusões drásticas de uma longa espera, de uma longa reflexão exaustiva. Mas é necessário parar as vezes e deixar-se levar.
Me permiti habitar em meu próprio espaço, este que mais ninguém conhece. Onde moram minhas incertezas, medos, desejos, onde mora a parte do meu eu que eu nunca conseguir entender, nem controlar.
Me deixei cair no divã, olhando da janela um fim de tarde conteporâneo, vazio.
Esperei que os pensamentos viessem, esperei que o medo arranhasse as portas do meu coração e o permiti sair e vagar por aí.
Permiti que as incertezas invadissem meus pensamentos e me fizessem crer que nunca estamos certos de nada, que a vida nunca é um ponto final, sempre haverá vírgulas, reticências e muitos pontos de interrogação.
Não precisei chorar, mas uma dor cortou meu coração em milhões de pedaços e talvez seja por isso que eu esteja sentindo um vazio, uma solidão.
Talvez já esteja tarde, esperar nunca foi uma qualidade pra mim. Minha impaciência e ansiedade me fazem querer desistir na metade do caminho.
Foi aí que percebi que o amor é egocêntrico. Me faz esperar arduamente, sem pena e não se importa se isso me fere, me irrita, ou me tira do sério.
Então, esperaria um pouco mais. Mesmo que isso não fosse adiantar. Mesmo que minha paciência estivesse por um fio. Mas tudo bem. Dessa vez não ia deixar pra trás.
Eu sempre soube que tudo tem um final. Então eu esperaria, até o fim.
Mesmo que o tempo começe a se arrastar, e pare por alguns momentos. Isso é típico. Mas é fácil se acostumar.
Eu posso até perder esse altruísmo absoluto que ainda me mantém aqui, e perder totalmente a cabeça e chorar até as lágrimas cessarem. Eu corro esse risco. Não sou de ferro.
Mas, ou desisto pra sempre, ou continuo, na esperança de enfim realizar as tais expectativas que me mantém solícita. Extremista, que eu sou.

3 de agosto de 2010

Não é tarde pra nós dois



Quando eu acordar de manhã e a luz do sol bater sobre meu rosto, quando eu me espreguiçar e olhar pro lado, eu quero ver você. E quando você achar que nossos corações batem descompassados, e nossos olhares não se fixam mais, eu quero que me beije, intensamente.
E quando começar a fazer frio e a cidade toda calar, quando as luzes acenderem e as estrelas brilharem, olhe para o lado, sou eu quem estará sorrindo.
Quando a música tocar e você acelerar o carro em uma rua vazia, sinta a adrenalina nos cercar. E em uma tarde de inverno eu irei te abraçar, você sentirá meu coração bater. E nunca será tarde pra nós dois.
E você sorri de um jeito incrível, eu posso estar encantada demais pra raciocinar, é que você me tira a respiração, sem nem ao menos me asfixiar.
Eu conspirei um plano infalível pra nós dois, que tal fugirmos? Pelas ruas da cidade, olhando as luzes e as paisagens, e que tal acamparmos a beira de um lago e esperarmos o dia nascer?
Um dia, eu irei embora, um dia nós não nos veremos mais, e eu nunca quis me aproximar assim de alguém, mas você mudou minha concepção.
Um dia, nós não nos pertenceremos mais e isso dói, mas enquanto estivermos aqui, ainda há tempo de aproveitar. E eu não quero perder teu sorriso, nem teu olhar pensativo quando não tens nada a dizer.
Ainda há tempo amor, há tempo sim.

1 de agosto de 2010

Ponto final



As horas passam, o frio do fim da tarde, o suéter rosa, os cabelos ao vento. A rua deserta, era uma típica tarde de domingo. Ela parou na véspera, as árvores balançavam de um lado a outro, pequenas folhas voavam sem destino. E lá estava ele, parado, encostado em uma árvore enorme que cobria quase toda a frente de sua casa.
O que ele fazia ali? Seu casaco cinza desbotado, os tênis sujos de lama, cabelo despenteado, uma sombra escura na sua vida, um passado irrelevante que ela tivera e que agora queria com toda sua força esquecer. Gotas de chuva caiam do céu, estava começando a serenar. Ele sempre foi um empecilho na vida dela, sempre alheio a tudo. Nunca foi um bom amigo, nunca foi um bom namorado, sempre fugia quando ela mais precisava. E agora estava ali, um sorriso falso, tentando parecer amigável, querendo uma reconciliação. "Grande imbecil." Pensou ela. Seus olhos arregalados de fúria, desejavam insanamente colocá-lo dali pra fora. Mas manteve o controle por um pouco mais de tempo.
- Então, o que quer? Ela tinha o direito de saber, antes de arrastá-lo dali para o meio da rua.
- Conversar, apenas.
Não, ela não estava afim de conversa, iria já mandá-lo embora. Com educação, pra não parecer ignorante.
- Vá embora. Não o quero aqui.
Ele nem se moveu. Teimosia, um de seus maiores defeitos. Então, era uma guerra fria agora. Ela avançou a passos rápidos em direção a porta, abriu-a bruscamente e depois fechou-a com toda força atrás de si. Foi em direção à janela, olhou fixamente os olhos dele, esse seria o último olhar.
- Escuta, acabou. Não me procure mais, eu não o amo mais, se é isso que quer saber. Esqueça que um dia eu estive com você, esqueça meu nome e endereço. Enfim, você nunca existiu pra mim e eu nunca existi pra você. O amor acabou, aliás, ele nunca existiu entre nós dois. Passar bem.
E ponto final. Ela virou as costas pra ele, sem olhar pra trás. Afinal, não se importava se ele passaria bem ou não.


Foto retirada deste site

29 de julho de 2010

Um pouco mais de novas perspectivas


"Se eu manter todas as portas fechadas, a felicidade nunca entrará." Você sabe bem o que quero dizer. Eu preciso entender algumas coisas que ainda estão escondidas entre tuas palavras, preciso desvendar ainda um pouco do teu segredo, que está preso em teu sorriso. Sim, já falei que teu sorriso me encanta? Eu sei, é tarde pra me afastar. Agora, as coisas parecem inúteis, vista de fora. Porque eu sempre fico do lado de fora nessas situações, tento ao máximo me afastar, isso foi sempre óbvio porque eu nunca me sinto pronta o suficiente pra adentrar de cabeça nos meus sentimentos inóspitos. Meu barco continua a girar em círculos e isso me deixa tonta demais pra pensar em uma solução. Mas aí eu chego ao ponto fixo da questão. Eu estou dando com os burros n'água. Não é assim que eu deveria agir. Eu deveria escancarar as portas do meu coração, agir pela intuição, deixar a felicidade entrar toda vez que ela bater delicadamente na minha porta.
Insisto em dizer que meu mundo está "fechado pra visitações", isso é uma mera desculpa, mais do que esfarrapada pra que eu não enfie os pés pelas mãos, mas aí, eu acabo errando de qualquer maneira. Pelo simples fato de não permitir que novos desafios vençam a minha altivez, já me jogo de corpo e alma na minha estupidez. É preciso que a aja um ato de solidariedade da minha própria parte, um ato de bom senso e altruísmo, pra que a felicidade enfim venha habitar meu mundo instável e emocional. Porque eu insisto em parecer forte o bastante pra ser inalcansável, porque eu insisto em me manter superior a tudo e a todos que só querem de mim um pouco mais de atenção e aceitação. Gosto de permancer no topo, de ser autoritária e sublime, a única, a última, a tal.
E isso é egoísta, e nada perspicaz. Você, tão nobre e sincero, me fez parar e pensar. Me falta um pouco mais de paz, a calmaria dos dias de sol, o silêncio dos dias de chuva, o sono das tardes nubladas, paz. Porque todo esse meu egoísmo e altivez, são apenas escudos pelos quais me matenho presa, achando que me protegeria de problemas pelos quais temo. Mas na verdade eles só me distanciam da pessoa que um dia eu fui, me afastam do sentido real do que é viver. E você me ajudou a ver isso, e agora, começarei a faxina, abrirei as portas e janelas pra deixar a brisa do dia entrar, manterei a casa sempre limpa, e um pé de amêndoa bem no fundo pra que eu possa sempre descançar. Me manterei sempre relax, não importa o que aconteça.
Um pouco de mudança as vezes, é bom.

28 de julho de 2010

Que seja



Não posso olhar o futuro, não sou vidente ou algo assim. Então seremos bons amigos por enquanto e deixa acontecer. Não veja o futuro como algo tocável. Não é. Esta tão longe de nossas mãos, impenetráveis no nosso ser. A noite pode cair, mais sonhos podem surgir. Assim, nessa vida incostante e instável que vivo, você apareceu. Mas não falarei de você, nem aqui, nem em lugar nenhum. Não me deixarei levar por essas palavras que saem do meu pensamento, cada vez mais insanas, querendo achar que o irreal e inalcansável um dia será concreto e conciso. Essas tais palavras que descrevem meu inenarrável ser, que o exprime meus mais obscuros segredos, meus mais levianos desejos, essas tais palavras que não se limitam, que querem sempre mais. Essas tais palavras sou eu, eu quem as desdobro, leio e releio, depois amasso e jogo fora. Quando elas jorram da fonte, tudo parece enfim ter sentido, tudo tem então uma solução, na teoria. Porque em mim, as coisas continuam na mesmisce, nada de soluções, nada de futuro, nada. Mas é melhor assim, não quero saber, o que quer que venha acontecer, que seja. O que quer que venha a ser solucionado, por mim, tudo bem, e se nada faz sentido, também não importa. Nada tem sentido, se formos parar pra pensar.

24 de julho de 2010

É o nosso final feliz



É, as coisas não mudaram por aqui. As prateleiras repletas de whisky, as mesas pequenas, pessoas intrísecas e Beatles nas caixas de som. Pela primeira vez, pedi um café. Doce, bastante açúcar. Minhas mãos trêmulas, as unhas vermelhas se destacavam entre a xícara branca de café. O sorriso largo do garçom, fora receptor. Talvez agora a cafeína melhore esse mal-estar. Gostava do Conveniência, era o lugar onde sempre contávamos nossas histórias, líamos jornais  e livros antigos, e vários whiskys ao redor. Olhava as pessoas através do vidro, os olhos embaçados, à espera. Estava nublado, frio, a chuva caia lentamente molhando a porta de vidro, entre tantos outros, porque você? Eu poderia ter esperado mais, tantas pessoas lá fora que eu ainda poderia conhecer. E você surgiu, a jaqueta molhada da chuva, os óculos escuros que você não precisava. Entrou em minha vida sem pedir permissão, e vai embora sem meu consentimento, mais uma quase-história de amor, que começa, mas que não dura. Finais inesperados, começos inusitados. Histórias, apenas histórias que não valem a pena contar a ninguém. Uma conversa legal faria bem, mas quero só café. Você sentado ao meu lado querendo parecer imune ao meu olhar acusador. Não iremos começar uma conversa. Não sei porque viemos até aqui. Não sei porque chegamos a esse ponto.  E vamos embora, sem sorrisos, sem palavras, cada um com seu coração, porque não trocamos ilusões e foi melhor assim. E do lado de fora, presa ao casaco, a brisa gelada empurrando meus cabelos para trás, me descubro a olhar você através do vidro embaçado pedindo um whisky forte e com gelo, com um café nas mãos. Esse era o último olhar, nada de adeus, só um olhar, apenas.

23 de julho de 2010

Cicatrizes



Um oi, um adeus. Não importa muito.
Fui aquela festa, muita gente, calor, as pessoas nos tocam sem nem ao menos perceber.
Quero a bebida mais forte, que tal um wisky?
E quem sabe um cigarro, não que eu tenha voltado a fumar...
A música alta, estonteante, meu corpo se eleva e corre pra pista de dança,
não importa o calor, não importa que eu esteja de saia, mas dançar sempre foi meu forte.
Esperei, olhava para todo lado, não estava lá.
O que eu procurava afinal? Eu pelo menos sabia o que procurar?
Sim eu sempre soube, mas não, nunca está quando eu preciso.
Sempre foge de mim, quando fica, decepciona, nunca é como eu quero.
Nada é como quero. Tudo dando errado, afinal.
Foi mais uma noite, mais uma festa, e ainda não encontrei.
Talvez eu esteja no lugar errado, ora errada, ou dia errado. Mas esperanças se vão.
E no vão da porta, eu paro, olho as várias chaves, a dourada, lembre-se a chave dourada.
E entro pelo saguão, caio na cama. E só;
Quem sabe a próxima festa, eu encontre, ou quem sabe eu nunca o encontrarei.
Vai saber.

13 de julho de 2010

Mudanças

Mudanças são inevitáveis, podem construir, e descontruir.
Castelos de areias são feitos pra que venha o vento e a maré para dispersá-los, e depois,
depois são construídos outros bem maiores no lugar, mais resistentes, inabaláveis.
Que nem a maior onda, ou a ventania mais forte consegue destruir.

E tudo começa a fazer sentido quando mudamos,
começamos a enxergar tudo com lentes de aumento,
analisando minuciosamente cada detalhe.
Tudo se esclarece. Tudo tem solução.
Nem todo problema é o fim, nem todo erro é fatal.

Tudo está do jeito que deve estar, nada fora do lugar.
Tudo está se cumprindo exatamente como deve ser.
E os destroços do passado, que um dia fizeram parte de nós,
agora são poeira, que o vento leva, que as ondas apagam,
e novos castelos começam a ser construídos.
Cada vez maiores e mais fortes.

E nós dançamos frente a  lareira, destruindo as incertezas que se alojam nas entrelinhas.
Dando espaço ao som que vem de fora, uma nova música nos espera, um novo começo nos espera lá fora.
Somos bem vindos a vida nova que bate a nossa porta, e com sorrisos largos a receberemos
de braços abertos, e a abrigaremos frente à lareira, e a convidaremos pra dançar.


Carolyne Mota

6 de julho de 2010

Fechado para reformas;



não mais delirar,
nem sentir no corpo
esse seguir sem descanço,
atrás de sutilezas que não
podem ser descritas.

Fernanda Young


Desculpem a minha falta de inspiração, mas como eu escrevi um dia desses, meu coração está em crise com o meu pensar, falta sintônia e amor, e de amor eu cansei, sintônia já perdi, o jeito é parar um pouco, descansar a mente, dar um tempo a mim mesma, aí quando eu finalmente me dispersar de tudo que me dói, voltarei.
Um beijo.

5 de julho de 2010

Goodbye



Adeus, meu quase amante
Adeus, meu sonho sem esperança
Estou tentando não pensar em você
Você não pode apenas me deixar?
Até logo, meu romance sem sorte
Virei minhas costas pra você
Eu deveria saber que você me traria dor?
Quase amantes sempre trazem (...)

A Fine Frenzy

3 de julho de 2010

Essas dúvidas me trazem uma certeza.



Não consigo mais escrever absolutamente nada, acho que minha mente não traballha mais com o coração. As palavras me vem a cabeça com uma frieza contida, uma insensibilidade concreta. Falta paz. Falta esperança. Falta um pouco mais de amor da minha parte. É que ando meio machucada, por mais que eu queira me mostrar forte e impenetrável, por mais que eu tente buscar nessas linhas um pouco mais de sossego a mim mesma, por mais que eu escreva certezas, o que há em mim são dúvidas. Dúvidas cruéis, insanas, que me tiram o sono. Já tentei escrever um texto pra descrevê-las minunciosamente, com cada detalhe possível a ser exposto, mas não dá. Eu não sei muito porque ando assim, uma parte de mim anda solitária, esperando um chance quase inaudível de que tudo dê certo. De que esse amor que eu tanto escrevo aqui, em cada linha, em cada página, se concretize enfim. Mas quanto mais você, caro amor, quando mais você cresce em mim, mais dúvidas plausíveis me atingem, como um soco na barriga, e dói, como dói. Tento me esquivar, tento esquecer aquele me mantém presa há um quase-romance, que começou de um segredo e se tornou imprescindível pra mim. E quanto a ele, sabe lá Deus se ele me ama de verdade. E é essa incerteza irreprimível que tenciona minha dor. E eu já fico sem palavras de novo. Porque é impossível entender o que se passa na minha cabeça em meio a essa confusão dissonante. Não quero mais que essa distância que nos abrange permança como um impecílho. Ou você vem até mim, ou eu desisto de nós. Fato consumado e irremediável. E pelo menos disso, eu tenho c-e-r-t-e-z-a!

1 de julho de 2010

Meu mais sincero apreço;


Te admiro, por ser tão forte, pela decisões tão duras que tomaste em tua vida. Te admiro pela tua sanidade, pelo teu olhar sincero, teu sorriso cálido, te admiro por ter vencido tantas tribulações, sim tenho orgulho de ti. Te admiro por ter caído e errado tantas vezes, e sempre ter levantado com mais garra, com mais fé. Te admiro, pois depois de tudo que passastes, ainda estás sorrindo ao vento, ainda manténs a confiança em ti. Te admiro por nunca ter voltado atrás, te admiro pois mesmo que desconfianças e aneiras bramem aos teus ouvidos, tu ainda estás relutante e mantendo a fé, te admiro por não se importar com que os outros digam e fazer tudo que tens direito. Essa tua maneira de levar a vida, tão relevante, esse teu jeito mesmo que impulsivo, mas ainda sim premeditado de agir, que te faz viver as mais loucas experiências, que te fez aprender que o melhor da vida está em correr riscos, em viver sem medo, aproveitanto cada fração de segundo.Te admiro pelos sorrisos que te nascem do umbigo, nas respostas ávidas que se equilibram na ponta da tua língua, te admiro pelo teu caráter irredutível e sensível que embala tua personalidade única e forte. Sim tenho orgulho de ti, minha brava e eterna moradora de mim!